João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) Reprodução/TV Globo A coligação Pernambuco de Coração, da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), informou que entrou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que também concorre ao governo do estado. Em agosto, a Frente Popular de Pernambuco, que apoia o candidato, também pediu uma investigação sobre um suposto "gabinete do ódio" montado pelo governo do estado (saiba mais abaixo).
Em nota divulgada nesta quarta-feira (30), a campanha da governadora afirmou ter encontrado indícios de que a chapa adversária atuou de forma coordenada com "um núcleo de perfis" para promover ataques contra a gestora nas redes sociais. O texto também levanta suspeitas sobre uso de recursos da prefeitura do Recife para financiar as postagens.
✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O pedido de investigação cita, além do ex-prefeito, o candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e as páginas do Instagram "Raquel Bolada" e "João Campos Platinado". O g1 entrou em contato com a prefeitura do Recife e a campanha de João Campos e Carlos Costa, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta. Também tenta falar com os demais envolvidos.
A campanha de Raquel Lyra afirmou que, na ação, pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Eduardo da Silva Souza, apontado como responsável pela página "Raquel Bolada", e do empresário Marcelo Augusto Serra Diniz, conhecido como Comunicador Progressista, que é sócio da MD Inteligência Digital Ltda. e tem um blog com seu nome. Agora no g1 Segundo a coligação da candidata à reeleição, Eduardo da Silva Souza é funcionário da empresa Pernambuco Conservadora Ltda.
e trabalha na Secretaria de Articulação Política e Social da prefeitura do Recife. Na peça, a campanha de Raquel Lyra pede que o município apresente, em dez dias, o contrato celebrado com a empresa e solicita informações sobre o vínculo do servidor com a companhia.
Além disso, a petição solicita as faixas de endereços IP das redes de dados da prefeitura do Recife, inclusive de acesso remoto, e o plano de mídia Blog Marcelo Diniz e à MD Inteligência Digital, com notas fiscais, ordens de pagamento e comprovante de veiculação correspondentes.
O texto cita, ainda, outros perfis que participariam dos ataques, como as páginas "Jefinho de Olinda", "Rodrigo de Castelli PE", "Paulista Resiste", "Esquerda PE", "Jatobá Ordinário", "Pernambuco 40 João Campos", "Bruno C Ribeiro OFC" e "To com João Buíque". Todos eles, segundo a peça, foram representados, em processos anteriores, pelo mesmo advogado, Celso Rocha Barbosa Souza, que seria sócio de um amigo de infância de João Campos.
"Gabinete do ódio" No dia 27 de agosto, a coligação de João Campos também anunciou que ia entrar com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra a governadora Raquel Lyra por uma suposta participação direta em um "gabinete do ódio" para atacar adversários. De acordo com a campanha do ex-prefeito, haveria ainda utilização do aparato estatal para fazer campanha, como uso de uma aeronave e de ônibus públicos durante a convenção que lançou a candidatura de Raquel Lyra no início de agosto.
Até o mês passado, havia duas ações cautelares protocoladas no TRE relacionadas à atuação de grupos nas redes sociais. Segundo o tribunal, os dois processos têm como objetivo a "produção e a preservação de provas" e tramitam em segredo de Justiça. Uma das ações foi apresentada pelo PSB e trata, segundo a classificação feita pelo partido, de "impulsionamento inorgânico de conteúdos" e "formação de um gabinete do ódio".
A outra foi apresentada pela coligação Pernambuco de Coração, que apoia a candidatura de Raquel Lyra à reeleição. De acordo com o TRE-PE, o processo trata da suposta existência de uma "rede coordenada de disseminação de conteúdo de ataque à governadora". VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
