Vereador Dione Carvalho (Agir) foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas por suposto envolvimento em um esquema de "rachadinhas". CMM/Assessoria de Imprensa O Ministério Público do Amazonas (MPAM) denunciou o vereador de Manaus Dione Carvalho (Agir) por suspeita de participação em um esquema de "rachadinha" em seu gabinete. A prática consiste na devolução de parte do salário de assessores a agentes públicos ou pessoas ligadas ao mandato.

Segundo a denúncia, um ex-assessor identificado como Anderson Pontes Caldas relatou à polícia que foi nomeado para trabalhar no gabinete do vereador em janeiro de 2021, mas não chegou a exercer as funções do cargo. Ainda assim, ele teria recebido salário e sido orientado a devolver a maior parte do valor recebido. A investigação também cita a esposa do vereador, Lorena Fernandes Leão, e Herika Rayane Lima Silva, apontada como integrante do gabinete.

O g1 tenta localizar a defesa dos investigados. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp De acordo com o Ministério Público, Anderson informou que recebeu uma proposta de Lorena para assumir o cargo de assessor parlamentar. Após ser nomeado, ele teria recebido salário de R$ 2.458,44 no fim de janeiro de 2021.

Agora no g1 Ainda segundo o relato, Lorena teria orientado Anderson a ficar com R$ 300 e devolver o restante do valor, em espécie ou por transferência para a conta de outro servidor do gabinete. Mensagens de WhatsApp anexadas ao inquérito, segundo o MP, mostram conversas nas quais Lorena solicita o envio de uma foto para comprovar a devolução do dinheiro. O material também inclui a imagem enviada por Anderson após a solicitação.

Anderson foi exonerado do cargo em 31 de janeiro de 2021, no mesmo mês em que foi nomeado. Durante a investigação, o Ministério Público identificou outros sete servidores nomeados para o gabinete de Dione Carvalho em janeiro de 2021 e exonerados no último dia do mesmo mês. O MP pediu que essas pessoas também sejam ouvidas no decorrer das investigações.