Universitária morre em condomínio que morava o namorado A universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado, em Fortaleza, era estudante de Direito e estagiou por 20 dias em um escritório de advocacia na capital cearense. A jovem foi achada sem vida na noite do último domingo (13), no bairro Aldeota.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais nesta sexta-feira (18), depois que a mãe da vítima divulgou um vídeo cobrando explicações e justiça pelo caso (confira no vídeo acima). LEIA TAMBÉM: Estudante de 22 anos é encontrada morta em condomínio onde morava com namorado Cantora Nick Sol, conhecida por apresentações no Carnaval de Fortaleza, morre aos 38 anos Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ainda não há um laudo da Perícia Forense que aponte a causa da morte da jovem.
Em nota, a pasta informa que a 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital investiga o caso. A polícia não divulgou detalhes sobre as condições em que o corpo foi encontrado e se o namorado de Isabelle é investigado como suspeito pela morte dela. Entenda caso de jovem morta em Fortaleza.
Reprodução/Redes Sociais 'Éramos muito amigas' Isabelle Caracristi tinha 22 anos e estava no segundo semestre do curso de Direito. Ela estagiou por aproximadamente 20 dias em um escritório de advocacia em Fortaleza. De acordo com a empresa, em agosto ela solicitou seu desligamento "por razões de ordem pessoal".
A mãe de Isabelle descreve a jovem como "intensa e romântica", uma "menina linda, extremamente amorosa": "Quando eu viajava para trabalhar em Sobral, ela me ligava o tempo inteiro para saber se tinha chegado bem. Erámos muito amigas", disse Isorlanda Caracristi em entrevista à TV Verdes Mares.
Universitária é achada morta no apartamento do namorado em Fortaleza Arquivo pessoal Último contato Conforme Isorlanda, a última vez que ela viu a filha foi na tarde do domingo (13), antes que ela fosse para uma missa com o namorado. Na mesma noite, Isabelle parou de responder às mensagens da mãe. A professora só soube da morte da filha quando foi até o condomínio na manhã seguinte.
A TV Verdes Mares tentou contato com o namorado de Isabelle, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. A produção conseguiu contato telefônico com a mãe do namorado da vítima, que desligou após a reportagem se identificar. Outras tentativas de contato com ela não foram atendidas.
O escritório onde o namorado de Isabelle trabalhou informou, por meio de nota, que João Munhoz exerceu "exclusivamente atividades de natureza administrativa" e que ele deixou de prestar serviço à empresa. Ainda conforme o escritório, Isabelle trabalhou no local por "aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto, quando solicitou seu desligamento por razões de ordem pessoal".
Em relato nas redes sociais, a mãe de Isabelle informou que o namorado e a sogra da filha não retornaram nenhuma tentativa de contato nem se manifestaram desde a morte da jovem. Morte após ir encontrar o namorado Em vídeo publicado nas redes sociais, a professora Isorlanda Caracristi relatou que a filha tinha relatado que estava com dores no pescoço e quis passar o fim de semana com a mãe, dias antes da morte. Ainda no sábado, dia 12 de setembro, Isabelle foi com a mãe para o aniversário de um familiar.
No domingo, ela relatou que iria para uma missa e procissão na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Fortaleza, com o namorado e a mãe dele. Durante o tempo em que Isabelle estava com a mãe, ela percebeu que a jovem recebia muitas mensagens do namorado, a quem Isorlanda atribui um comportamento controlador. A professora parou de ter notícias da filha no domingo à noite.
Segundo a mãe, foram duas mensagens enviadas por Isabelle no período da noite. Uma pedia para que a mãe olhasse uma comida que ela havia deixado na airfryer. A outra dizia: “Mãe, eu te amo”.
Quando Isabelle não respondeu às mensagens posteriores, a professora cogitou que ela tivesse dormido por efeito do relaxante muscular que tinha indicado a ela. A mãe continuou sem respostas da filha na manhã da segunda-feira (14). Foi quando ela tentou contato com o namorado de Isabelle, por ligações e mensagens.
“Para a minha surpresa, eu estava bloqueada, eu fui tentar pelo Instagram dele, bloqueada. No outro Instagram pessoal, bloqueada. Totalmente bloqueada, bloqueada… Certo, aí eu me desesperei”, relatou Isorlanda.
Ao chegar com o irmão ao prédio onde Isabelle morava com o namorado, a sogra e um irmão dele, Isorlanda relata que foi recebida pelos funcionários, que hesitavam em dizer o que estava acontecendo. Os familiares foram comunicados pela síndica que Isabelle tinha morrido na noite anterior e que o corpo dela tinha sido levado para a sede da Perícia Forense. “Vocês não querem saber o que é isso não, a dor que eu senti.
É como se estivesse rasgando todo o meu corpo. (...) Eu dizia para a síndica: ‘não me diga, isso é sonho, isso é sonho, não é verdade’... Aí eu pergunto, meu Deus, o que aconteceu com a minha filha, até hoje”, desabafou.
Ainda de acordo com Isorlanda, nem o namorado nem a sogra de Isabelle enviaram mensagens ou compareceram ao velório ou ao enterro da jovem. Namoro há poucos meses Estudante de 22 anos é encontrada morta em condomínio onde morava com namorado, diz família Reprodução Em vídeo publicado nas redes sociais, a professora Isorlanda Caracristi relatou que a filha cursava o segundo semestre do curso de Direito e que, no mês de julho, havia conseguido um estágio em um escritório de advocacia em Fortaleza.
Foi durante este estágio que Isabelle conheceu o namorado, que era um dos sócios do escritório. Segundo Isorlanda, a jovem passou a ser estagiária direta dele, afirmando que ele havia gostado bastante do desempenho dela. “Até estranhei porque, em pouco tempo assim, já conseguiu avaliar o desempenho… Levou para trabalhar diretamente, tirou ela do setor onde ela estava, levou para o setor dele, onde ele era o gestor desse setor”, comentou a mãe.
Ela conta que escutava o entusiasmo com que a filha falava do estágio e da proximidade com o chefe, sendo incluída em audiências on-line e tendo oportunidades de atuar em diversas atividades. Ela relata que chegou a advertir Isabelle para o risco de sofrer algum tipo de assédio, principalmente por ela ser uma jovem bonita em contato frequente com um homem mais velho, de 33 anos. Segundo a mãe, o anúncio de que ela estava namorando com o chefe veio em menos de dez dias após o início do estágio.
Mesmo desconfortável com a situação, Isorlanda aceitou se encontrar com ele para um almoço. Ela conta que foi até o banheiro do restaurante para checar informações sobre a família dele, conforme ele relatava. “Depois desse almoço, me senti mais reconfortada, mas mesmo assim, coração de mãe sabe, sente, que não tinha uma coisa normal ali.
Era um exagero, uma coisa muito rápida, uma coisa muito acelerada. Coisas que só adolescente tem, e não um homem feito, de 33 anos de idade”, contou a professora. O namoro entre Isabelle e o chefe gerou incômodos nela e nos familiares, além de discussões frequentes entre mãe e filha.
Ainda assim, Isorlanda conta que preferiu ficar perto da filha para que elas não perdessem o contato. Isorlanda conta que percebia que o namorado da filha se mostrava como bastante controlador na relação. Outro aspecto que despertou a atenção dela foi quando ele pediu o cartão de crédito de Isabelle para realizar uma cirurgia e quando ele prometeu que usaria o nome dela para abrir uma empresa para os dois.
“Eu enlouqueci… Como é que pode um homem de 33 anos, que se diz bem sucedido… (...) Gente, a mãe dele não vai pagar essa cirurgia, ele não tem cartão, ele não tem um plano de saúde?”, recordou a professora. Mesmo com vários questionamentos da família, Isorlanda conta que a filha estava bastante apaixonada e se deslumbrava com a ideia de ter uma empresa com ele e uma carreira na advocacia. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
