PF faz operação para localizar carro apreendido pela Justiça que desapareceu A Polícia Federal (PF) realiza uma investigação para localizar um Porsche Macan S avaliado em cerca de R$ 372 mil que desapareceu após ter sido apreendido pela Justiça Federal no Tocantins. O veículo havia sido confiscado em uma operação contra fraudes no auxílio emergencial e deveria ser vendido em leilão. Segundo a investigação, o carro passou por negociações sucessivas mesmo estando sob custódia judicial.

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em Goiás e São Paulo para tentar localizar o bem e esclarecer o suposto esquema que retirou o veículo do controle da Justiça. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O g1 não conseguiu localizar as defesas dos investigados para que se manifestassem sobre o caso.

LEIA MAIS Operação da PF mira desaparecimento de Porsche de R$ 372 mil apreendida pela Justiça no Tocantins Cidade do TO onde apostador levou R$ 3,8 milhões na Lotofácil tem menos de 6 mil habitantes Coordenador de Colégio Militar no TO é investigado por suspeita de castigar alunos por não usarem uniforme A ação busca localizar um Porsche de R$ 372 mil desaparecido após apreensão judicial. Reprodução/TV Anhanguera Como o veículo desapareceu?

A Justiça Federal determinou que o carro fosse destinado à alienação antecipada em leilão público. Entretanto, quando começaram os procedimentos para a venda, foi constatado que o automóvel não estava mais sob a guarda determinada judicialmente. Foi a partir dessa constatação que teve início a apuração sobre o desaparecimento do bem.

Quem era responsável por guardar o Porsche? De acordo com a investigação, o veículo estava sob a responsabilidade de uma fiel depositária. Nessa condição, a pessoa tinha a obrigação legal de preservar o patrimônio e não poderia negociá-lo ou transferi-lo para terceiros.

O que a investigação descobriu sobre a circulação do carro? Segundo documento da 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Palmas, o veículo foi negociado e revendido diversas vezes. A investigação aponta que o carro foi usado para abatimento de dívidas particulares, retirado em Atibaia (SP) por um intermediário e posteriormente negociado com um dos investigados na fraude do auxílio emergencial, que teria utilizado documentos civis falsos para readquirir o bem.

Depois disso, o automóvel teria sido repassado a outro comprador. Quais medidas a Justiça determinou? A Justiça Federal autorizou mandados de busca e apreensão para localizar o veículo e determinou o bloqueio de até R$ 372 mil nas contas de três investigados.

As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Goiânia, Senador Canedo e Atibaia. Os investigados foram presos? Não.

Embora a decisão judicial mencione indícios relacionados à possível ocultação do automóvel e ao uso de diferentes registros de identificação por um dos investigados, o pedido de prisão preventiva foi negado. Segundo o magistrado, não havia elementos suficientes para justificar a medida naquele momento. Os investigados poderão responder por crimes como fraude processual e lavagem de dinheiro, conforme a participação de cada um nos fatos apurados.

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