William Siri (PSOL), ao centro, participa de sabatina de 'O Globo', 'Extra', 'Valor' e CBN com os candidatos ao governo do Rio Ana Branco/Agência O Globo O candidato ao governo do Rio pelo PSOL, William Siri, foi entrevistado nesta quarta-feira (9) por "O Globo", "Extra", "Valor" e CBN.

Conduzida pelos apresentadores da CBN Rio Bianca Santos e Leandro Resende; pelo editor de Política dos jornais "O Globo" e "Extra", Thiago Prado; pelo colunista Bernardo Mello Franco e por Francisco Góes, chefe da sucursal do "Valor" no Rio, a entrevista começou às 10h30 e teve 1h30 de duração. A série foi aberta nesta terça-feira (8) com o deputado estadual Douglas Ruas (PL). Anthony Garotinho (Republicanos) será sabatinado nesta quinta-feira (10).

Eduardo Paes (PSD) fecha a programação, nesta sexta-feira (11). Cada entrevista terá uma hora e meia de duração. A programação é a seguinte: 8 de setembro (terça-feira) - Douglas Ruas (PL) – leia a checagem 9 de setembro (quarta-feira) - William Siri (Psol) 10 de setembro (quinta-feira) - Anthony Garotinho (Republicanos) 11 de setembro (sexta-feira) - Eduardo Paes (PSD) A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de William Siri (PSOL).

Leia: "Faltam pouco mais de três semanas para a eleição. A gente está na rua, com essa militância muito aguerrida. Essa oscilação [de 3% para 1% nas intenções de voto] acho que está dentro da margem de erro."

g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto, William Siri tinha 3% das intenções de voto. O levantamento ouviu 1.302 eleitores e tinha margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Após nova rodada da pesquisa, divulgada em 8 de setembro, Siri apareceu com 1%. Foram novamente entrevistados 1.302 eleitores, com margem de erro de três pontos percentuais. A diferença entre os dois levantamentos foi, portanto, de dois pontos percentuais, inferior à margem de erro informada pela pesquisa.

Assim, os números não permitem afirmar, isoladamente, que houve uma queda efetiva do candidato na pesquisa. "Há uma epidemia, muitos policiais estão se suicidando. Foram 55 policiais que morreram [suicidaram] no ano passado."

g1 Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), sete policiais se suicidaram no Rio em 2025 — quatro militares e três civis. O número caiu pela metade em relação a 2024, quando foram registrados 14 casos. Os 55 casos não correspondem a suicídios.

Esse número aparece em dados sobre o total de policiais mortos no estado: em 2024, foram 55 mortes, das quais 28 por letalidade violenta, 13 por acidentes e 14 por suicídio. Em 2025, o ISP registrou 69 policiais mortos, sendo 51 por letalidade violenta, 11 em acidentes e sete por suicídio. Procurada, a assessoria do candidato admitiu o equívoco.

"[Eduardo Paes] em 2024, aumentou de 2 anos para 6 anos as contratações, na cidade do Rio de Janeiro, depois das eleições do primeiro turno, e depois jogou bomba nos professores."

g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Quando era prefeito do Rio de Janeiro, em 2024, Eduardo Paes enviou um projeto à Câmara de Vereadores (PL 2584) que ampliou o prazo para contratos temporários, sem concurso público, feitos pela Prefeitura. O tempo máximo desses contratos era de três anos e subiu para seis após a aprovação do projeto pelos vereadores.

A aprovação motivou um protesto de professores em novembro de 2024. Os manifestantes ocuparam o plenário da Câmara de Vereadores, e o protesto foi encerrado pacificamente. Em dezembro, no entanto, os professores voltaram a protestar contra um novo projeto de Paes, o Projeto de Lei Complementar 186, que alterava a carga horária, a licença especial e a gestão do período de férias dos professores.

O protesto foi dispersado com uso de bombas de gás lacrimogêneo pela Polícia Militar, que é subordinada ao governo do estado, e não à Prefeitura. "O saneamento básico também faz parte de uma política absurda que fizeram, desse mesmo grupo criminoso de Cláudio Castro, de Rodrigo Bacelar e cia, que vendeu a Cedae e está hoje piorando a vida da sociedade."

g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) leiloou quatro lotes de serviço de saneamento básico para a iniciativa privada em 2021 no início da gestão Cláudio Castro. O leilão arrecadou, em três dos quatro lotes em disputa, R$ 22,7 bilhões em outorgas, valor 114% maior que os mínimos previstos no edital.

Mas a empresa não foi totalmente privatizada. A captação e tratamento da água ainda é feita pela empresa estatal. O que foi cedido à iniciativa privada foi a exploração dos serviços de água e esgotamento sanitário, por 35 anos.

As concessionárias compram água do Estado para distribuir para a população. Depois da operação, supostos erros e inconsistências nos dados de cobertura de água e esgoto usados no edital de concessão foram alvo de questionamento. Um acordo de R$ 900 milhões entre a Cedae e as concessionárias foi posteriormente suspenso pelo Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ) e em abertura de inquérito pelo Ministério Público do Estado (MPRJ) para investigar se houve prejuízo aos cofres públicos.

"O PSOL votou de forma unânime para que mantivesse a prisão de Rodrigo Bacellar [ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio]. Agora, uma parte do PSD, do Eduardo Paes, votou para ele sair da prisão. A boa parte, quase a maioria, basicamente a maioria do PL, votou para ele sair da prisão."

g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Em 8 de dezembro de 2025, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu revogar a prisão do então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), suspeito de vazar informação de operação contra o aliado e ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho (CV). 65 deputados estavam presentes na sessão, três, ausentes e um estava licenciado.

Foram 42 votos “sim”, a favor da revogação, 21 votos “não”, para manter a prisão, e duas abstenções. Os cinco deputados do PSOL apoiaram, de forma unânime, a manutenção da prisão. Entre os deputados do PSD, um estava ausente, dois votaram “sim”, pela revogação, e três, “não”.

Já entre os 18 deputados do PL, a maioria votou “sim”. Foram 14 votos pela revogação, três contrários e uma abstenção. "O pior salário do Brasil para os educadores estaduais está no Rio de Janeiro.

A gente sequer paga o piso nacional."

g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Segundo o levantamento Planos de Carreira e Remuneração do Magistério das Redes Públicas Estaduais 2025, do Movimento Profissão Docente, o estado do Rio de Janeiro apresentava o salário inicial mais baixo de professores estaduais do país, estabelecido em R$ 4.867,77. Divulgada em 3 de março deste ano, a pesquisa elaborou um ranking com dados dos salários estaduais da categoria nos 26 estados e no Distrito Federal.

Os três últimos são Piauí (R$ 4.984,17), Minas Gerais (R$ 4.867,97) e, na pior posição, Rio. No entanto, o valor pago no estado era exatamente o mesmo do piso nacional determinado pelo Ministério da Educação (MEC) para 2025.

"O TH Joias ele está preso hoje porque os drones, as armas quem negociava e quem vendia era o deputado estadual… o Thiago Rangel… é um crime perfeito, porque eles organizam o crime no dia a dia e a possibilidade de ter uma educação de qualidade para a nossa juventude [...] o Thiago Rangel retirou R$ 1 bilhão da educação [...] Quem vendeu drone?! Thiago Ragel."

g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: TH Joias está preso desde setembro de 2025, investigado por suspeita de intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho. A PF também apontou a negociação de equipamentos antidrones pelo grupo investigado.

Ao contrário do que disse o candidato, as investigações citadas não apontam Thiago Rangel como responsável pela negociação ou venda de drones e armas. Thiago Rangel foi preso em maio de 2026, na quarta fase da Operação Unha e Carne, que apurou suspeitas de fraudes, peculato, fraude a licitações e lavagem de dinheiro envolvendo a Secretaria Estadual de Educação. "Nós temos, na história do Rio de Janeiro, a maior apreensão de fuzis foi aonde?

Foi no aeroporto."

g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Em junho de 2017, a Polícia Civil do Rio apreendeu 60 fuzis no terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. As armas, enviadas de Miami, estavam escondidas em contêineres junto com aquecedores de piscina.

A apreensão é a maior já registrada no estado. Em 2025, o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também afirmou, em audiência no Senado, que a maior apreensão de fuzis da história realizada pela PF ocorreu no Galeão. Participaram da checagem: Anna Júlia Steckelberg, Clara Simão, Lucas Guimarães, Luiza Calegari e Mel Trench.

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