Grade prisão cela cadeia Diêgo Holanda/G1

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) identificou o suspeito de matar Max de Jesus dos Santos de Carvalho, conhecida como Angélica, mulher trans assassinada em maio deste ano no bairro Igaraú, em São Luís. O homem, de 24 anos, foi preso pela Polícia Civil de Goiás (PC-GO) no município de Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, onde teria fugido após o crime.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Homicídios da Área Sul (DHS), vinculada à Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP). Segundo a polícia, o crime teria sido motivado por menosprezo e discriminação à identidade de gênero da vítima. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O assassinato aconteceu no dia 10 de maio de 2026, por volta das 20h, na Rua Principal, no bairro Igaraú.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações reuniram elementos que apontaram a autoria e as circunstâncias do homicídio. A polícia informou que o caso foi enquadrado como feminicídio, conforme o artigo 121-A do Código Penal, que prevê pena de reclusão de 20 a 40 anos. Com base nas informações reunidas no Inquérito Policial, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva do suspeito.

A medida foi autorizada pelo Plantão Judiciário Criminal da Comarca da Ilha de São Luís. O mandado de prisão foi cumprido no dia 31 de agosto de 2026 por equipes da Polícia Civil de Goiás. O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional goiano e permanece à disposição da Justiça maranhense.

Após a prisão, a Polícia Civil do Maranhão informou que solicitou a transferência do investigado para São Luís, onde ele deverá ser interrogado pelo delegado Ivônio Ribeiro, responsável pelo inquérito. "A identificação da autoria foi resultado do trabalho investigativo da nossa equipe, e a captura, a mais de dois mil quilômetros de São Luís, só foi possível com o apoio decisivo da Polícia Civil de Goiás. Vamos recambiar o suspeito ao Maranhão para que responda, aqui, pelo feminicídio de Angélica.

Crimes de ódio são tratados por esta Delegacia com absoluta prioridade", afirmou o delegado Ivônio Ribeiro, titular da Delegacia de Homicídios da Área Sul (DHS). Agora no g1