Após sair da prisão, mãe de Djidja, Cleusimar é recebida por amigos e familiares A mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, Cleusimar de Jesus Cardoso, deixou a prisão nesta terça-feira (29) e foi recebida por amigos e funcionários do salão de beleza Belle Femme, o qual administrava ao lado da filha, em Manaus. A saída ocorreu após a Justiça do Amazonas conceder a progressão do regime fechado para o semiaberto. A decisão é da juíza Sabrina Cumba Ferreira, da 2ª Vara de Execução Penal de Manaus.

Djidja Cardoso era empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido. Ela foi encontrada morta em Manaus com sinais de overdose causada pelo uso de cetamina. Segundo as investigações, Djidja, Cleusimar e o irmão, Ademar Cardoso, criaram o grupo religioso "Pai, Mãe, Vida" e realizavam rituais nos quais promoviam o uso indiscriminado da substância.

Ademar permanece preso. A recepção foi organizada "como um momento reservado à retomada da convivência familiar e ao acolhimento de Cleusimar nesta nova etapa", conforme anunciado pela assessoria do salão de beleza. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Em vídeo divulgado nas redes sociais do salão, Cleusimar é recebida por amigos.

Um deles chega a dizer: "nós te amamos, que bom que você está livre!" Cleusimar Cardoso, mãe de Djidja Cardoso, é recebida com festa após deixar presídio em Manaus. Reprodução/Redes Sociais Ao chegar ao salão, Cleusimar disse que "estava bem e que amava demais os funcionários". Questionada se pretende reassumir a direção do salão, ela disse que sim.

A maquiadora do espaço e uma das investigadas no caso, Claudielle Santos, disse ao g1 que este momento representa um novo ciclo na história de vida de Cleusimar e para os funcionários do Belle Femme. "Representa um novo começo, um novo ciclo da história dela. Um novo ciclo da família Belle Femme.

Um novo ciclo de toda essa história que repercutiu nacionalmente e internacionalmente. Foi muito difícil. O nosso recomeço foi muito difícil, mas o que nos manteve em pé foi a nossa fé; a nossa fé na empresa, a nossa fé na dona da empresa, nos donos da empresa, né.

A nossa fé na verdade. E que uma hora essa verdade, ela viria à tona." Claudielle também negou a existência de seita e tráfico de drogas e afirmou que o retorno de Cleusimar é a prova de que não houve qualquer crime. "A grande verdade é que não existe seita, que não existe crime nenhum, que não existe tráfico de droga, os crimes que nós fomos acusados.

A pauta hoje não é essa, mas a justiça tá aí e ela tá sendo feita. A prova é essa, que hoje é a liberdade dela. Hoje ela está vindo pra gente, está voltando pra gente, porque a Justiça entendeu que ela merece voltar pra família dela, merece voltar pra empresa dela, merece voltar pro nosso convívio novamente", explicou.

A maquiadora também explicou que durante o período em que Cleusimar esteve presa, ambas mantiveram contato por meio de advogados e que, mesmo na unidade prisional, ela se mantinha ativa quanto ao funcionamento do salão de beleza. "Tudo era passado pra ela e para o filho dela, através dos advogados." Para o cabeleireiro Felipe Benjamin, este é um momento de alegria para os funcionários. "A gente trabalha aqui há muito tempo e conhece ela.

É muita alegria de saber que estava presa por injusta causa. A gente fica muito feliz de hoje receber ela aqui no salão dela, na empresa dela, que emprega mais de 100 pessoas, entendeu? Então, é muita alegria.

Muita alegria, gratidão a Deus, porque, se não fosse Deus, ela estaria presa ainda, entendeu? Mas, como Deus é justo e poderoso, ela saiu." Um maquiador, que preferiu não se identificar, afirmou sentir gratidão pela liberdade da mãe de Djidja e pelas pessoas que ajudaram o salão a se manter durante os dois anos e quatro meses em que Cleusimar esteve em regime fechado. "Tudo se inclui em uma só palavra: gratidão.

Gratidão por quem esteve com a gente, gratidão por quem não soltou a nossa mão, gratidão pelas clientes que se fazem aqui presentes, sabe, esperando ela, pelas palavras de conforto. A gente sabe que é um momento delicado, é um momento que para muitos é incompreensível, mas para a gente a palavra que definiu é gratidão." Funcionários organizam recepção para mãe de mãe de Djidja, Cleusimar Cardoso Ida para o semiaberto A Justiça do Amazonas concedeu a progressão de pena à Cleusimar na segunda-feira (28).

Com a mudança, a mãe de Djidja passa a usar tornozeleira eletrônica e a cumprir uma série de regras. Ela terá que permanecer em casa das 22h às 6h, de segunda a sexta-feira. Nesse período, poderá sair apenas para trabalhar, estudar ou fazer tratamento de saúde previamente informado à Central de Monitoramento.

Nos fins de semana, feriados e dias de folga, o recolhimento deverá ser integral na residência cadastrada. Cleusimar também não poderá mudar de endereço ou deixar Manaus sem autorização da Justiça. Ela deverá ainda atender às convocações das autoridades.

A decisão proíbe o uso de armas, bebidas alcoólicas e drogas. Ela também não poderá cometer novos crimes. A Justiça também reconheceu 12 dias de abatimento da pena por atividades realizadas por Cleusimar durante o período em que está presa.

Foram quatro dias pela leitura de um livro, sete pelos 21 dias trabalhados e um pela participação no Projeto Remicine. As atividades foram realizadas em agosto de 2026. A decisão também registra que Cleusimar teve bom comportamento na prisão.

Com isso, segundo a Justiça, ela cumpriu os requisitos necessários para a mudança de regime. Cleusimar Cardoso é abraçada por amigos e familiares ao retornar ao salão de beleza que administrava com a filha Djidja Cardoso. Reprodução/Redes Sociais Condenação no caso Djidja Cleusimar foi condenada em 22 de julho de 2026, junto com outras seis pessoas, em uma nova sentença relacionada ao esquema investigado pela Operação Mandrágora.

A pena para ela foi de 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados ao tráfico de cetamina em Manaus. Segundo a sentença, ela era apontada como a principal articuladora e líder do grupo investigado no caso. Também foram condenados Ademar Farias Cardoso Neto, irmão de Djidja, José Máximo Silva de Oliveira, Hatus Moraes Silveira, Verônica da Costa Seixas, Sávio Soares Pereira e Bruno Roberto da Silva Lima.

As penas dos sete condenados variaram de oito anos e seis meses a 10 anos e 11 meses de prisão. Segundo a sentença, o grupo utilizava a rede de salões de beleza Belle Femme e a seita religiosa "Pai, Mãe, Vida" para distribuir e aplicar cetamina. A substância é usada como anestésico veterinário e, segundo a investigação, era obtida de forma ilegal e utilizada em rituais do grupo.

Outros três réus, Emicley Araújo Freitas, Claudiele Santos da Silva e Marlisson Vasconcelos Dantas, foram absolvidos por falta de provas suficientes. Morte de Djidja Djidja Cardoso foi encontrada morta em 28 de maio de 2024, em Manaus. Ela ficou conhecida por interpretar a sinhazinha do Boi Garantido e foi uma das principais atrações do Festival de Parintins durante cinco anos.

Segundo o laudo preliminar citado na investigação, ela morreu após sofrer um edema cerebral, que comprometeu o funcionamento do coração e da respiração. O documento não apontou o que teria causado o edema. A principal linha de investigação da polícia foi a possibilidade de uma overdose de cetamina.

Durante as investigações, policiais encontraram frascos da substância enterrados no quintal da casa de Djidja. Também foram apreendidas caixas de cetamina, seringas, frascos, bulas e cartelas de medicamentos. 28 de maio: Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido, morreu em sua casa, em Manaus.

A principal linha de investigação da polícia apontou uma possível overdose de cetamina como causa da morte. A mãe e o irmão de Djidja foram condenados a mais de dez anos de prisão por tráfico de drogas. Reprodução