Delegado fala sobre segunda fase de inquérito sobre venda de sangue de gatos em Monte Alto O Ministério Público (MP) denunciou cinco pessoas, entre elas dois médicos veterinários, por maus-tratos a animais e associação criminosa na segunda fase da investigação sobre a venda clandestina de sangue de gatos em Monte Alto (SP). Na primeira fase, em outubro de 2025, três pessoas foram presas em flagrante, mas tiveram, a prisão revogada pela justiça e estão em liberdade.
A denúncia foi confirmada ao g1 pelo delegado Marcelo Lourenço dos Santos, responsável pelas duas fases. Segundo a Polícia Civil, o grupo captava animais, fazia coletas clandestinas de sangue e depois vendia o material de forma irregular. A investigação aponta atuação em Monte Alto, São José do Rio Preto (SP), Mirassol (SP), Catanduva (SP) e região.
De acordo com o delegado, os cinco foram indiciados em um segundo inquérito, concluído na semana passada. A acusação de maus-tratos é por seis vezes, uma para cada animal envolvido. Como a Polícia Civil não divulgou os nomes dos denunciados, o g1 não localizou as defesas até a última atualização desta reportagem.
Segundo o delegado, o caso agora segue na Justiça, onde os acusados poderão se defender. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Gatos foram encontrados desacordados em clínica clandestina de coleta de sangue em Monte Alto, SP Polícia Civil Quem foi denunciado na segunda fase Segundo a Polícia Civil, entre os denunciados estão uma médica veterinária de São José do Rio Preto, um médico veterinário ligado a um banco de sangue animal e um lavrador de Monte Alto.
A polícia não informou o perfil dos outros dois. Ainda de acordo com a corporação, a investigação identificou pessoas com funções diferentes no grupo, do financiamento e da coordenação até a captação dos animais e a execução das coletas. Não foi informado qual papel é atribuído a cada um.
Provas e acusação Segundo o delegado, não houve mandados de busca e apreensão nesta fase. As provas incluem, de acordo com a Polícia Civil, laudos periciais, análise de celulares, documentos financeiros e depoimentos. "A gente analisou extração de dados, movimentação financeira, enfim, fizemos várias conexões e descobrimos quem eram as pessoas de São José do Rio Preto, alguns veterinários envolvidos", disse o delegado.
Ainda segundo ele, a investigação concluiu que o grupo atuava de forma estável e permanente, o que, para a polícia, caracteriza a associação criminosa. Conforme a Polícia Civil, o MP afirmou na denúncia que a atividade não era um fato isolado, mas uma prática permanente e organizada. Segundo a corporação, a promotoria considerou que isso é incompatível com benefícios previstos para infrações de menor gravidade.
Coleta clandestina de sangue de animais era feita em casa com condições insalubres em Monte Alto, SP Polícia Civil LEIA TAMBÉM Venda de sangue de gatos no interior de SP: o que se sabe sobre o caso Trio é preso suspeito de venda clandestina de sangue de gato no interior de SP Anúncio oferecia R$ 50 a tutores por coleta clandestina de sangue de gato no interior de SP Como foi a primeira fase O caso veio à tona no início de outubro de 2025, a partir de um anúncio publicado em status de WhatsApp.
O anúncio oferecia R$ 50 por gato a tutores dispostos a permitir a retirada de sangue dos animais. A partir do anúncio, a Guarda Civil Municipal chegou a uma casa em Monte Alto. No local, os guardas encontraram um grupo de pessoas, algumas manuseando equipamentos de uso veterinário, e seis gatos desacordados.
Seringas e frascos de sangue foram apreendidos, e os animais foram resgatados. Na ocasião, três pessoas foram presas em flagrante, entre elas um estudante de veterinária. Só ele foi mantido preso após a audiência de custódia.
Segundo o delegado, ele foi solto durante o processo. Em outubro de 2025, a defesa do estudante afirmou que ele é inocente. Também disse que não há lei que proíba bancos de sangue para animais nem que criminalize, por si só, a coleta de sangue de cães e gatos com finalidade terapêutica.
Segundo a defesa, até aquele momento não havia laudo técnico apontando lesão, morte ou sofrimento dos animais. A primeira investigação já virou ação penal. Os denunciados nessa etapa viraram réus em 31 de outubro de 2025, quando a Justiça recebeu a denúncia do MP, segundo o sistema do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
O processo tramita na 2ª Vara de Monte Alto. De acordo com o delegado, as acusações nesse caso também são de maus-tratos, por seis vezes, e associação criminosa. Anúncio oferecia R$ 50 a tutores por coleta clandestina de sangue de gato em Monte Alto, SP Reprodução/Redes sociais Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
