Tak Chung Wu deverá assumir cadeira deixada por Vini Oliveira na Câmara de Campinas Ibrachina A Câmara Municipal de Campinas (SP) convocou, no fim da manhã desta quinta-feira (10), o primeiro suplente do Cidadania Tak Chung Wu a assumir o cargo de vereador na cidade. Segundo a Câmara, Tak tem o prazo de dez dias para tomar posse, em data que ainda será definida.
O advogado e ativista social deverá assumir a cadeira deixada por Vini Oliveira (Cidadania), que teve o mandato cassado nesta quarta-feira (9) por quebra de decoro parlamentar - entenda abaixo. ➡ Nascido em Hong Kong, território autônomo da China, Tak recebeu 956 votos nas Eleições 2024. Já Vini Oliveira havia sido o segundo mais votado nas Eleições 2024, com 11.423 votos.
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Tak (último à direita) representando a Prefeitura durante evento de boas-vindas ao Embaixador da China no Brasil em 2019 Prefeitura de Campinas Embora nascido em Hong Kong, em 12 de novembro de 1964, Tak é brasileiro naturalizado. De acordo com a Justiça Eleitoral, é bacharel em Direito pela Universidade Paulista (Unip) — formado em 2003 — e casado. Nas redes sociais, ele se define como ativista social e ambiental.
Participou de eventos e mesas de debate com temas sobre clima e meio ambiente na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Além disso, Tak diz defender bandeiras como os direitos humanos e os direitos das mulheres. É membro da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Nas gestões do ex-prefeito de Campinas Jonas Donizette, atuou como diretor da Secretaria de Habitação (Sehab) e foi conselheiro do Fundo de Apoio à População de Subabitação Urbana (Fundap). Também foi diretor de Cooperação Internacional e Comércio Exterior, órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação responsável por tratativas comerciais e ações de ajuda humanitária internacional.
Ibrachina Tak (primeiro à esquerda) durante inauguração do CPDI Ibrachina na Unicamp Pedro Amatuzzi – Inova Unicamp Atualmente, Tak é diretor do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (CPDI) Ibrachina/Ibrawork na Unicamp. O CPDI funciona nas dependências do Parque Científico e Tecnológico da universidade. O objetivo do centro de pesquisa é realizar ações conjuntas com instituições nacionais e internacionais, em projetos de desenvolvimento, pesquisa e inovação.
A criação do CPDI é uma ação do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina), que possui parcerias e acordos de cooperação com diversas universidades estrangeiras. Fundado em 2018, o Ibrachina é um instituto sociocultural dedicado a promover a integração entre as culturas e os povos do Brasil, da China e de outros países que falam português. A instituição realiza palestras, workshops, intercâmbios, atividades e eventos culturais.
O Ibrachina também tem um time de futebol, criado em 16 de setembro de 2020, que se notabilizou pelo trabalho de revelação de atletas e categorias de base. Neste ano, a equipe eliminou o Palmeiras nas quartas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Cassação de Vini Vereador Vini Oliveira tem mandato cassado na Câmara de Campinas A perda do mandato dependia do apoio de pelo menos dois terços dos vereadores, o equivalente a 22 dos 33 parlamentares da Casa.
Ao todo, foram 23 favoráveis. A cassação teve como base o parecer da CP que concluiu pela procedência da representação contra o vereador. O relatório apontou que Vini teria extrapolado os limites da atuação fiscalizatória ao se reunir com representantes da empresa Smile enquanto o processo de licitação do transporte público municipal ainda estava em andamento.
Entenda: a apuração teve início após a divulgação das imagens de câmeras de segurança que mostram um encontro realizado em abril deste ano, menos de um mês após o leilão da concessão do transporte público municipal. A reunião ocorreu antes da conclusão do processo licitatório e, para a CP, Vini teria usado a função parlamentar como pretexto para obter informações e denunciar concorrentes do certame.
Segundo a comissão, a conduta teria desvirtuado a finalidade da fiscalização parlamentar e levantado dúvidas sobre a imparcialidade do vereador e a lisura do processo licitatório. O que diz a defesa de Vini Oliveira A defesa de Vini Oliveira se manifestou após a aprovação do relatório da Comissão Processante que pediu a cassação do mandato do vereador.
Veja na íntegra: "A defesa do Vereador Vini Oliveira, através de seus Advogados Haroldo Cardella, Rodolfo Nóbrega Luz e Luciano Stringheti Silva de Almeida, manifesta grande preocupação e indignação em relação ao que ocorreu na sessão de leitura do relatório e sua votação, ocorrido nesta data, na Câmara dos Vereadores de Campinas.
A Constituição Federal e toda a legislação, bem como os princípios de Direito, existem para garantir a todo e qualquer cidadão e para fazer prevalecer, sempre, o Estado Democrático de Direito. Por ato anterior da própria Comissão Processante, foi determinada a expedição de ofícios ao Departamento Estadual de Investigações Criminais – DEIC, para que informasse o andamento das investigações, relativos aos fatos relatados à polícia através de boletim de ocorrência feito pela vítima da obtenção ilegal dos vídeos.
Diante da ausência de resposta dos ofícios à Comissão Processante, até a data de hoje, a defesa, no momento legalmente oportuno, ou seja, antes da abertura da sessão para a leitura do relatório, demonstrou que o juízo de valor da Comissão Processante, especialmente a análise dos autos e a redação do relatório, estariam prejudicados ante a falta do exaurimento das provas, especialmente esta, motivada e efetivada por ato ordinatório da Comissão Processante.
O pedido é tempestivo e oportuno, nunca precluso, visto que tratou de demonstrar à Comissão que essa era, na verdade, providência exclusiva desta, não das partes, muito menos da defesa. Em vista de tal gravidade, medida juridicamente correta seria a suspensão da sessão, sem a leitura do relatório, até que, após a resposta dos ofícios e o contraditório, fosse redigido o relatório e, assim, em sessão própria, lido e votado pela Comissão Processante.
Este descumprimento, bem como a falta de fundamentação legal, tornam o ato nulo, qual seja, a continuidade da sessão, leitura e votação do relatório, como ocorreu. Em que pese devido respeito à Câmara Municipal de Campinas, a todos os Vereadores e Vereadoras, à Comissão Processante e seus integrantes, as garantias constitucionais do Vereador Vini Oliveira foram desrespeitadas em proveito dos interesses políticos, em detrimento à legalidade, ao direito e à Justiça.
As medidas legais cabíveis estão sendo estudadas, especialmente diante da garantia constitucional da inafastabilidade do controle de legalidade pelo Poder Judiciário, poder este competente para regular qualquer relação de direito e justiça". VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
