Mapa político de MS: como os partidos se distribuem nas principais cidades em 2026 Com dez candidaturas confirmadas para a disputa de duas vagas ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul, a eleição de 2026 se consolidou como uma das mais competitivas dos últimos anos no estado.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O cenário reúne ex-governador, senadora em exercício, deputado federal, ex-candidato ao governo e representantes de diferentes campos ideológicos, mas também é marcado por rearranjos políticos que aproximaram antigos adversários e reposicionaram lideranças tradicionais. ➡️Na pesquisa Quaest-TV Morena, divulgada em 25 de agosto, Reinaldo Azambuja (PL) aparece com 22%; Capitão Contar (PL), 15%. Já Soraya (PSB) tem 11%.
O candidato do PT, Vander Loubet, performou 9%. Além da escolha dos futuros senadores, a corrida tem reflexos diretos na disputa pelo governo estadual. O Senado se tornou peça estratégica para a formação de alianças, distribuição de apoios regionais e construção de palanques eleitorais.
Segundo o professor e cientista político Daniel Estevão, um dos fatores que ajudam a explicar o elevado número de candidaturas é o próprio modelo de renovação da Casa. "Um fator sempre importante para se analisar nas eleições para o Senado, que a tornam única, é que a cada eleição o número de vagas muda. Neste momento, em que dois terços do Senado vão se renovar, ou seja, há mais vagas em disputa, há maior estímulo para o lançamento de candidaturas e isso tem impactos sobre a formação das alianças", afirma.
Quem são os candidatos ao Senado em Mato Grosso do Sul: Beto do Movimento (PSOL) Daniel Júnior (Agir) Luiz Lemes (Democracia Cristã) Reinaldo Azambuja (PL) Capitão Contar (PL) Roberto Oshiro (Novo) Soraya Thronicke (PSB) Valderi Garcia (PCO) Vander Loubet (PT) Valter da Comagran (PRD) A disputa ocorre porque duas das três cadeiras de Mato Grosso do Sul no Senado estarão em jogo. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos.
O especialista analisa dois campos políticos delineados no estado: o governista (de direita e centro-direita) e o ligado a Lula (esquerda e centro-esquerda). ➡️ Grupo governista e centro-direita - O principal movimento do campo governista foi a consolidação da chapa formada por Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL), que passaram a atuar como parceiros na disputa pelas duas vagas. Antes em ambientes opostos, nas Eleições de 2026 caminham juntos.
A composição une duas lideranças que chegaram a ocupar espaços distintos no tabuleiro estadual, no qual Azambuja representa o grupo político que governou o estado entre 2015 e 2022. Já Contar foi o principal adversário de Eduardo Riedel, sucessor de Azambuja, no segundo turno de 2022. ➡️Campo ligado ao governo Lula - Do outro lado, o bloco alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega dividido eleitoralmente, mas unido politicamente.
O deputado federal Vander Loubet (PT) manteve candidatura própria ao Senado, enquanto Soraya Thronicke (PSB) decidiu disputar a reeleição. Durante julho, PT e PSB discutiram a possibilidade de uma candidatura única. Houve negociações para que Soraya abrisse mão da disputa e assumisse a suplência de Vander, mas o acordo não prosperou.
Após conversas com lideranças nacionais, a senadora manteve sua candidatura. LEIA TAMBÉM Veja quem são os candidatos a governador em MS em 2026 Veja quem são os candidatos a vice-governador em MS em 2026 Mapa político de MS: como os partidos se distribuem nas principais cidades em 2026 Mudança de cenário: Nelsinho Trad deixa disputa e vira suplente A principal alteração na corrida ao Senado ocorreu com a desistência do senador Nelsinho Trad (PSD), que abriu mão da tentativa de reeleição.
Em uma articulação construída entre PSD e PL, o parlamentar se tornou o primeiro suplente na chapa de Reinaldo Azambuja. A decisão tem peso político significativo. Nelsinho era um dos nomes mais competitivos do pleito e sua saída reduziu a concorrência interna dentro do bloco governista.
A movimentação também aproximou dois grupos que, em outros momentos, atuaram de forma independente nas disputas estaduais. Para o professor e cientista político Daniel Estevão, a estratégia está ligada às características da disputa majoritária para o Senado. "Essa movimentação de Nelsinho Trad não é rara, porque as eleições para o Senado são majoritárias e não proporcionais.
Ou seja, a eleição depende apenas da votação do próprio candidato. Ele avaliou que teria bastante voto, mas talvez não o suficiente para ser eleito e, por isso, articulou seu apoio a outro candidato melhor posicionado na disputa em troca de apoio futuro para outro projeto político ou eleitoral", analisa. O cientista político explica ainda que a composição das suplências costuma seguir uma lógica de conveniência eleitoral e alianças estratégicas.
"Geralmente as chapas são compostas por essa lógica, de um candidato forte, mas não o suficiente para vencer, ou por aliados antigos, incluindo eventuais financiadores de campanha", afirma. O próprio senador declarou que a decisão atendeu orientação da direção nacional do PSD, comandada por Gilberto Kassab, e teve como objetivo fortalecer uma ampla aliança em Mato Grosso do Sul. Antigos adversários e novas composições O cenário de 2026 é marcado justamente por alianças improváveis alguns anos atrás.
A principal delas reúne Reinaldo Azambuja e Capitão Contar. Em 2022, Contar liderou a oposição ao grupo político de Azambuja e disputou o governo contra Eduardo Riedel, sucessor do ex-governador. Agora, ambos caminham lado a lado na busca pelas duas vagas ao Senado.
Também chama atenção a aproximação entre PL e PSD, materializada na participação de Nelsinho Trad como suplente de Azambuja. A estratégia busca consolidar um bloco amplo de centro-direita e reduzir a pulverização de candidaturas competitivas. No campo da centro-esquerda, PT e PSB chegaram a discutir a unificação de suas candidaturas.
Embora não tenham fechado uma chapa única, as negociações demonstraram o esforço para evitar divisão de votos entre aliados do governo federal. Segundo Daniel Estevão, as mudanças observadas em Mato Grosso do Sul refletem uma tendência comum das disputas eleitorais, em que adversários podem se tornar aliados conforme os interesses políticos se reorganizam. Como a disputa ao Senado influencia a eleição para governador Por haver dois votos para senador, a formação de alianças ganha relevância ainda maior.
Prefeitos, deputados e lideranças regionais podem apoiar combinações diferentes de candidatos, criando as chamadas "dobradinhas" eleitorais. Esse modelo favorece acordos regionais e amplia a necessidade de articulação das chapas ao governo. Um candidato ao Executivo pode, por exemplo, estimular votos em dois nomes ao Senado, mesmo que eles pertençam a partidos distintos.
Nos bastidores, a avaliação é que o desempenho dos candidatos ao Senado ajudará a medir a força dos principais grupos políticos do estado: O bloco de centro-direita aposta na força eleitoral de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar; O campo ligado ao governo Lula tenta preservar espaço com Vander Loubet e Soraya Thronicke; Candidaturas alternativas buscam aproveitar a polarização para conquistar parte do eleitorado descontente.
Panorama A disputa pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul chega à campanha com três elementos centrais: a entrada de Reinaldo Azambuja na corrida, a reeleição buscada por Soraya Thronicke e a desistência de Nelsinho Trad para compor a suplência do ex-governador. Mais do que uma eleição para o Senado, o pleito se transformou em um teste da reorganização política do estado.
O especialista explica que a aproximação entre antigos adversários, a união de partidos que antes competiam entre si e a construção de alianças para o segundo voto devem influenciar não apenas a composição da bancada sul-mato-grossense em Brasília, mas também o resultado da disputa pelo governo estadual. Na avaliação de Daniel Estevão, o fato de duas vagas estarem em disputa neste ano ajuda a explicar tanto o grande número de candidaturas quanto a intensificação das negociações políticas.
Com mais espaço para competição, partidos e lideranças ampliam suas apostas eleitorais, ao mesmo tempo em que buscam construir alianças capazes de maximizar as chances de vitória em uma das disputas mais estratégicas do calendário eleitoral de 2026. Corrida para duas vagas no Senado tem 10 nomes confirmados em MS. Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
