Delcídio Amaral (PRD) é o terceiro a ser entrevistado no MS1. Débora Ricalde/g1 MS O candidato Delcídio Amaral (PRD) é o terceiro candidato ao governo de Mato Grosso do Sul a ser entrevistado nesta quarta-feira (16), durante o MSTV 1ª edição. A conversa ao vivo é conduzida pela jornalista Bruna Mendes.

Assista à íntegra da entrevista no vídeo acima. Áreas como segurança pública, saúde, educação e logística estiveram entre os principais temas da entrevista. Veja, mais abaixo, vídeos com as respostas de Delcídio sobre cada tema.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A entrevista faz parte de uma série de sabatinas ao vivo com candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul. A TV Morena promoveu reuniões com os partidos políticos para definir a ordem das entrevistas com os candidatos ao governo do estado na emissora. As entrevistas com os candidatos seguem até sexta-feira (18).

Datas das próximas entrevistas: João Henrique Catan (Novo) — quinta-feira (17); Lucien Rezende (PSOL) — sexta-feira (18).

Confira o que respondeu o candidato sobre os seguintes temas: Apoios à candidatura ao governo Isolamento político durante as eleições Saúde Auditorias em hospitais com estruturas terceirizadas Segurança pública Violência contra a mulher Educação Mercado de trabalho Parques tecnológicos Logística Meio ambiente Considerações finais Primeira pergunta: Apoios à candidatura ao governo A entrevista começou com uma pergunta sobre a influência política de Delcídio no estado e o fato de a Federação Renovação Solidária não ter atraído nomes de peso para apoiar sua candidatura.

Questionado sobre o motivo de disputar o governo pela terceira vez, chegando à eleição com poucos apoios políticos declarados, o candidato afirmou que a federação é formada por partidos novos, resultado de fusões e de um processo de redução no número de legendas. Segundo Delcídio, o grupo montou um projeto diferente, por iniciativa da direção nacional, com o objetivo de dar espaço a pessoas que ainda não tiveram oportunidades de disputar eleições e de levar suas experiências para a política.

Ele afirmou que a federação também está de olho nas eleições de 2028 e 2030, com a intenção de formar novos quadros políticos, além dos nomes já consolidados. Segunda pergunta: Isolamento político durante as eleições Delcídio também foi questionado se o isolamento político poderia estar relacionado à sua trajetória na vida pública, incluindo a prisão, a posterior absolvição e a perda do mandato durante a Operação Lava Jato.

O candidato afirmou que esses episódios contribuíram para o cenário atual, mas disse acreditar que o isolamento ocorre porque os adversários reconhecem sua experiência como engenheiro. Segundo ele, há uma tentativa de afastá-lo do cenário político por ser considerado diferente e por ter uma trajetória que inclui experiências fora do estado.

Terceira pergunta: Saúde Questionado sobre as propostas para fortalecer os atendimentos de média e alta complexidade nas microrregiões e macrorregiões de Mato Grosso do Sul, Delcídio afirmou que a saúde enfrenta dificuldades, principalmente em Campo Grande. O candidato disse defender a regionalização da saúde. Segundo ele, algumas mudanças dependeriam de decisão administrativa e disposição política.

Sobre como pretende levar médicos especialistas para o interior, afirmou que defende uma política para atrair esses profissionais e ampliar os investimentos na regionalização dos serviços. Delcídio também citou o uso de tecnologia, incluindo as cirurgias robóticas como parte das propostas para melhorar o atendimento. O candidato defendeu ainda a criação de um cadastro único de pacientes e a digitalização dos serviços, com o objetivo de agilizar os atendimentos e reduzir filas.

Quarta pergunta: Auditorias em hospitais com estruturas terceirizadas Ao ser questionado sobre a defesa de hospitais 100% públicos e sobre o futuro de unidades como os hospitais de Ponta Porã, Três Lagoas e Dourados, administrados por Organizações Sociais de Saúde (OSS), Delcídio afirmou que não pretende cancelar automaticamente os contratos. Ele disse que eventuais questionamentos e auditorias fazem parte da gestão pública.

Segundo ele, é necessário fazer um levantamento da situação de cada unidade antes de tomar decisões. Delcídio também defendeu a discussão sobre parcerias público-privadas (PPPs). Disse que o poder público pode recorrer a serviços de terceiros, mas ressaltou que saúde, educação e segurança pública são áreas previstas na Constituição.

Ele defendeu a realização de auditorias independentes, inclusive com empresas de fora do estado, para verificar como os recursos públicos estão sendo utilizados. *Esta reportagem está em atualização