Peixe venenoso é capturado no Porto da Barra, em Salvador Exemplares de peixe-leão, considerado um peixe venenoso, foram capturados por pescadores no Porto da Barra, em Salvador, no sábado (5). Segundo a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema), os animais, que são de pequeno porte, foram encaminhados para a Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde serão usados em pesquisas. O peixe-leão é uma espécie exótica e invasora.

Isso significa que ele ocorre fora de sua área de distribuição natural e pode provocar impactos na biodiversidade ao predar outras espécies e alterar o equilíbrio dos ecossistemas recifais. De acordo com a Sema, a presença da espécie no litoral baiano é monitorada. No final de agosto deste ano, pescadores de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, retiraram cerca de 500 peixes-leão do mar, em um intervalo de um mês.

📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A Secretaria mantém um formulário para que moradores, pescadores, mergulhadores e outros frequentadores do litoral possam registrar avistamentos ou capturas do animal. Os dados ajudam os órgãos ambientais a acompanhar a distribuição da espécie e definir estratégias de monitoramento e controle. Ao encontrar um peixe-leão, a orientação é não tocar no animal diretamente.

Pessoas sem capacitação para captura e manejo não devem tentar retirar o peixe da água. Os acidentes estão relacionados principalmente aos espinhos do animal, que podem causar dor intensa, inchaço, vermelhidão e náusea. O peixe-leão não costuma atacar pessoas.

Um dos cuidados importantes é que os espinhos continuam venenosos mesmo depois que o animal morre. Por isso, o contato direto deve ser evitado. 'Invasão silenciosa': mais de 30 espécies exóticas ameaçam equilíbrio da Baía de Todos-os-Santos Em casos de captura feita por pessoas capacitadas, a orientação é colocar o peixe em um recipiente rígido e seguro, que impeça fugas e perfurações, e encaminhá-lo a um órgão ambiental ou instituição de pesquisa parceira.

Durante o transporte, o animal deve ser mantido em um cooler, isopor ou balde com gelo. O peixe-lão foi identificado na Bahia em 2025, em Maraú, no baixo sul da Bahia. Originária do oceano Indo-Pacífico, a espécie cresce rapidamente, se reproduz muitas vezes ao ano e consegue gerar milhares de ovos e larvas durante os processos reprodutivos.

Monitoramento A Sema promoveu, no dia 3 de setembro, um Curso de Manejo Seguro do Peixe-Leão, com participação de gestores públicos, pesquisadores, pescadores artesanais, mergulhadores e outros profissionais que atuam no litoral. A capacitação abordou identificação, monitoramento, registro, captura, transporte e destinação adequada da espécie, além de orientações para prevenção e resposta a possíveis acidentes.

A secretaria pretende ampliar os treinamentos, principalmente em áreas onde já foram registradas ocorrências do peixe-leão. A próxima edição do curso está prevista para novembro, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.

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