Imagens mostram como é a fazenda A compra de uma fazenda avaliada em R$ 25 milhões pelo cantor Alexandre Pires tornou-se o centro de uma intensa disputa judicial no município de Dianópolis, no Tocantins. O imóvel rural, denominado Lote 8 da Fazenda Buriti, possui 1.866 hectares e situa-se na região do Matopiba, considerada uma das fronteiras agrícolas mais promissoras do país. A negociação acabou parando nos tribunais devido ao desentendimento entre os antigos gestores da propriedade.
O empresário Renato Junio Pinto Guimarães alegar ter sido excluído da venda realizada por seus sócios de fato, Gabriel Alves de Freitas e Matheus Alves de Freitas. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O caso ganhou desdobramentos com acusações de invasão de propriedade, retirada não autorizada de maquinários e até confrontos físicos.
Diante da escalada das tensões, a Justiça do Tocantins incluiu o artista no processo e acionou o Ministério Público do Tocantins (MPTO) para apurar eventuais infrações penais.
Veja dez pontos para entender a disputa judicial pela fazenda vendida a Alexandre Pires: LEIA MAIS Venda de fazenda a Alexandre Pires por R$ 25 milhões tem briga entre sócios e Justiça aciona MP Conheça fazenda de R$ 25 milhões vendida a Alexandre Pires que virou disputa judicial entre sócios Fazenda fica na região sudeste do Tocantins Arquivo pessoal Qual é a fazenda comprada por Alexandre Pires e onde ela fica?
A propriedade adquirida pelo cantor Alexandre Pires por R$ 25 milhões é o Lote 8 da Fazenda Buriti, localizada em Dianópolis, no sudeste do Tocantins. O imóvel abrange 1.866 hectares, que é equivalente a cerca de 2,6 mil campos de futebol no padrão FIFA. O local se destaca pelo terreno plano, abundância hídrica e localização estratégica na região do Matopiba, polo do agronegócio próximo à divisa com a Bahia.
Por que a venda da fazenda gerou uma disputa judicial? O empresário Renato Junio Pinto Guimarães afirma que integrava uma sociedade rural de fato com os irmãos Gabriel Alves de Freitas e Matheus Alves de Freitas e que foi excluído da negociação. Renato alega que administrava diretamente as terras do grupo desde 2019, enquanto os outros dois cuidavam da parte documental e administrativa.
Ele sustenta que o negócio com o cantor foi feito sem seu consentimento e que não recebeu o valor referente a um terço da venda. As defesas de Gabriel e Matheus foram procuradas pelo g1, mas não responderam. O que o sócio pede na ação que tramita na Justiça?
Na ação movida na Vara Cível de Dianópolis (TJTO), Renato Junio pede a anulação de um terço da venda efetuada ao artista. Ele também requereu a averbação da disputa judicial nas matrículas das propriedades rurais do grupo, a catalogação dos bens e sua nomeação como administrador provisório das atividades agropecuárias do grupo. Por que Alexandre Pires foi incluído no processo?
Em decisão proferida em 22 de junho de 2026, o juiz Rodrigo da Silva Perez Araújo determinou a inclusão de Alexandre Pires na ação. O magistrado considerou necessária a citação e participação de todos os envolvidos na negociação. A defesa de Renato afirma que o cantor sabia que o imóvel pertencia a três parceiros e que o próprio Renato chegou a apresentar a fazenda ao artista antes do fechamento do negócio.
A defesa de Alexandre Pires foi procurada pelo g1, mas também não se manifestou. O que a Justiça do Tocantins decidiu sobre a disputa? A Justiça reconheceu documentos apresentados por Renato como indícios de que ele atuava em parceria comercial e na gestão das terras, e não apenas como funcionário.
O juiz indeferiu o bloqueio de contas bancárias dos réus e a gestão provisória por Renato para não paralisar a atividade agrícola. Contudo, deferiu a averbação premonitória nas matrículas e ordenou a catalogação e avaliação judicial urgente dos bens, máquinas e gado. Por que o Ministério Público foi acionado no caso?
A Justiça acionou o Ministério Público do Tocantins (MPTO) em agosto de 2026 para apurar possíveis crimes decorrentes de episódios de violência e confronto físico entre os empresários. O pedido ocorreu após Renato anexar ao processo boletim de ocorrência, fotos e vídeos relatando que os sócios teriam invadido uma de suas propriedades, retirado maquinários e soltado 11 cabeças de gado em direção a uma rodovia. O que mostram as imagens e vídeos anexados ao processo?
As gravações registradas em julho de 2026 mostram uma confusão entre os sócios durante um encontro familiar. Nas imagens, uma caminhonete se aproxima e colide contra o portão de uma fazenda; em seguida, dois homens desembarcam, atravessam uma cerca e adentram o imóvel. Fazenda Buriti, comprada pelo cantor Alexandre Pires, fica em Dianópolis (TO) Reprodução/Google Quais são os argumentos apresentados pelas partes?
A defesa de Renato Junio argumenta que o cliente busca assegurar seus direitos patrimoniais e alega ter sofrido ameaças, violência e intimidações para descumprir decisões judiciais. Os réus Gabriel e Matheus sustentam na ação que os maquinários e equipamentos agrícolas foram adquiridos exclusivamente por eles, e não pela sociedade. A audiência de conciliação entre as partes teve acordo?
Não. No dia 27 de agosto de 2026, o Poder Judiciário promoveu uma audiência de conciliação com os envolvidos na tentativa de buscar uma composição amigável. No entanto, as partes não chegaram a um acordo, mantendo o litígio ativo na Justiça.
O que significa a averbação na matrícula da fazenda? A averbação premonitória insere uma nota oficial no registro cartorário das fazendas do grupo, informando publicamente que os imóveis são objeto de disputa judicial. A medida busca dar transparência e proteger terceiros.
Ela não impede a continuidade do trabalho nas terras nem proíbe futuras vendas, mas garante que eventuais compradores assumam conscientemente os riscos do processo judicial em andamento. Vista da área do lote vendido ao cantor no Tocantins Divulgação Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
