Dolly Parton, lenda da música country, morre aos 80 anos Dolly Parton deixou uma música inédita guardada em uma cápsula do tempo em Dollywood, parque temático criado pela cantora no Tennessee, nos Estados Unidos. Durante uma participação no programa The Kelly Clarkson Show, em dezembro de 2022, Parton contou que escreveu e gravou uma música especialmente para ser colocada em uma cápsula criada para preservar memórias e objetos para o futuro. Ela a chamou de "Dream Box" (Caixa do Sonho).

“Você não tem ideia de como isso me incomodou. Quero muito desenterrá-la. É uma música muito boa”, revelou a Kelly Clarkson, na época.

Parton também explicou que colocou na caixa equipamentos para que a gravação pudesse ser reproduzida no futuro, incluindo um toca-fitas e um aparelho de CD. A preocupação, porém, passou a ser justamente a conservação do material. “Eu fico pensando que ela pode simplesmente se desintegrar e ninguém nunca vai ouvi-la”, afirmou.

Cápsula só poderá ser aberta em 2045 Dolly Parton durante entrevista ao programa The Kelly Clarkson Show, em 2022, quando comentou sobre a música inédita guardada em uma cápsula do tempo. Reprodução/YouTube/Kelly Clarkson Show A "Dream Box" foi criada para permanecer fechada até 2045, quando Parton completaria 99 anos. Segundo a revista americana "People", a música teria o nome de “My Place in History” ("Meu Lugar na História).

Em 2022, Parton também brincou sobre a possibilidade de não estar viva quando a cápsula fosse aberta. “Eles não esperavam que eu estivesse lá de jeito nenhum, e provavelmente não estarei. Talvez eu esteja, quem sabe?”, afirmou.

Lenda do country faleceu aos 80 anos Dolly Parton, considerada a rainha do country, morre aos 80 anos Jornal Nacional/ Reprodução Dolly Parton morreu na última terça-feira (25), aos 80 anos. Cantora e compositora de sucesso, ela transcendeu o universo musical e virou um ícone pop. Dolly enfrentava problemas de saúde desde a morte de seu marido, Carl Dean, em março de 2025.

Ela cancelou uma residência de shows em maio deste ano. Segundo assessores, ela passava por tratamento contra um câncer. Conhecida pela voz marcante, pelas perucas loiras e por seus figurinos extravagantes, Dolly construiu um império no entretenimento a partir de suas origens humildes no estado americano do Tennessee.

Com mais de 3 mil músicas em seu catálogo, a artista se consolidou como um ícone da cultura pop e expandiu sua atuação para além da música country, transitando pelo pop, bluegrass e pela era disco.

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Um dos grandes clássicos de Dolly Parton é "Jolene", hit que já foi interpretado por nomes como The White Stripes, Olivia Newton-John e Miley Cyrus. Em 2024, a faixa ganhou uma releitura de Beyoncé no álbum "Act II: Cowboy Carter". Em outros momentos, a artista se apresentou com nomes como Kelly Clarkson e Katy Perry.

No álbum "Rockstar" (2023), ela cantou ao lado de P!nk, Lizzo e Miley Cyrus. A madrinha de Miley Cyrus Amiga de longa data do também astro country e pai de Miley, Billy Ray Cyrus, a cantora assumiu o papel de madrinha de Miley desde o nascimento. E ela levou a função a sério, tanto na vida pessoal quanto na televisão, fazendo participações na série "Hannah Montana" como Tia Dolly.

Dolly Parton na 58ª edição da Academy of Country Music Awards, em maio de 2023 REUTERS/Mario Anzuoni Ela foi uma das primeiras estrelas de seu nicho a abraçar abertamente a comunidade LGBTQ+. Dolly defendeu ativamente o casamento igualitário e os direitos da comunidade muito antes que isso fosse uma pauta de destaque nos Estados Unidos. "Se você é gay, você é gay.

Se você é hétero, você é hétero. E você deveria ser quem você é e como você é."