MPPI ajuizou uma Ação Civil Pública pedindo a suspensão do show do cantor Rey Vaqueiro, contratado por R$ 500 mil pela Prefeitura de Cabeceiras do Piauí Reprodução O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) ajuizou uma Ação Civil Pública pedindo a suspensão do show do cantor Rey Vaqueiro, contratado por R$ 500 mil pela Prefeitura de Cabeceiras do Piauí. A apresentação está prevista para acontecer durante a tradicional Festa da Carnaúba, no dia 19 de setembro de 2026.
Segundo o MPPI, há indícios de possível sobrepreço na contratação. De acordo com a Promotoria, outras prefeituras piauienses contrataram o artista entre 2025 e 2026 por valores que variaram de R$ 125 mil a R$ 350 mil. O contrato firmado por Cabeceiras do Piauí teria superado em R$ 150 mil o maior valor identificado pelo órgão nos comparativos realizados.
✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A ação foi proposta pela 2ª Promotoria de Justiça de Barras, sob responsabilidade do promotor Roberto Monteiro Carvalho. Além da suspensão do show, o MP pede a interrupção de pagamentos relacionados ao contrato e outras medidas cautelares. Ainda segundo a ação, o município teria liquidado integralmente a despesa referente ao cachê em 10 de setembro, nove dias antes da apresentação.
Para o Ministério Público, a medida pode contrariar regras da execução da despesa pública, uma vez que o serviço ainda não havia sido prestado. Agora no g1 O órgão também questiona o impacto financeiro da contratação. Conforme a ação, o valor do show supera dotações orçamentárias destinadas a setores municipais e representa mais de três vezes os recursos previstos para programas de Cultura e Turismo.
O que pede o Ministério Público Entre os pedidos apresentados à Justiça estão: Suspensão imediata do show; Bloqueio de transferências relativas ao contrato; Apresentação de documentos pela prefeitura; Na ação, o MPPI também pediu a fixação de multa diária de R$ 10 mil em caso de eventual descumprimento de uma decisão judicial que venha a determinar a suspensão do show ou de pagamentos relacionados ao contrato.
O que diz a prefeitura O g1 procurou a Prefeitura de Cabeceiras do Piauí para comentar os questionamentos levantados pelo Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), mas, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido retorno. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
