Integrante de motoclube que teve braço amputado se emociona ao andar de moto pela 1ª vez O aposentado Claudinei Cremm subiu pela primeira vez em uma moto aos 64 anos. Sem o braço direito, amputado após um acidente de trabalho, ele percorreu o trajeto de Mongaguá, no litoral de São Paulo, até Osasco (SP) na garupa de um amigo do Insanos Moto Clube (IMC). "Para mim, foi muito especial.
É até difícil de descrever, mas a emoção bate forte", relembrou Claudinei, conhecido como “Cremm”, nome usado no colete do motoclube. Cremm entrou no IMC em 2024, devido às ações sociais promovidas pelo grupo, quando ainda não gostava de motocicletas. No entanto, a convivência com o veículo ao longo do tempo despertou nele a vontade de viver a experiência sobre duas rodas.
✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Cremm andou de moto pela primeira vez na garupa do colega do motoclube Arquivo Pessoal Cremm subiu pela primeira vez em uma moto na garupa do amigo Robson de Oliveira, conhecido como “Estive”. Eles participaram de um “bonde” (grupo de motociclistas) que reuniu mais de 5 mil veículos em um evento do IMC em celebração ao Dia da Independência do Brasil.
"Isso é indescritível, isso é fora de qualquer realidade minha no passado. Por eu estar pela primeira vez andando de moto e num bonde desse porte, é surreal", afirmou o aposentado. Ele contou que costumava participar das ações em um carro.
Após a primeira experiência na motocicleta, o aposentado quer repetir os passeios sobre as duas rodas. "Pretendo curtir essa emoção várias outras vezes", disse. Do trauma à paixão O aposentado explicou que, mesmo antes de perder o braço em 2009, tinha trauma de moto porque presenciou um acidente na infância.
Por isso, ele nunca havia se interessado pelo veículo ao longo da vida. Ao ser convidado para o bonde, porém, Cremm encarou o antigo trauma e se surpreendeu com o resultado. "Foram vários sentimentos misturados.
Sentimento de alegria, de prazer, de liberdade, de confiança. Então, tudo. A única coisa que eu não senti foi receio, foi medo, essa parte não", afirmou.
De acordo com Cremm, o colega Estive passou confiança durante a viagem de moto. "É um irmão, um amigo não só de motoclube, mas também é um amigo para a vida", ressaltou. O aposentado contou que o IMC também tem diversas regras no trânsito para garantir a segurança durante o bonde.
Cremm andou de moto pela primeira vez ao lado do amigo Estive Arquivo Pessoal Início no motoclube Pai de três filhos, Cremm conheceu o IMC durante uma caminhada com a esposa e o caçula Pedro, de 25 anos, em Praia Grande. De acordo com ele, os integrantes do motoclube estavam participando de uma ação e chamaram atenção da família. "Eu nunca tive interesse, nunca participei de algo assim.
Realmente eu não tinha interesse até vir a conhecer os Insanos", afirmou. Ele contou que ficou curioso com a movimentação, foi conhecer os membros do motoclube e descobriu sobre a possibilidade de integrar o grupo. "Eles me perguntaram se eu tinha algum interesse de entrar para os Insanos.
Eu falei: 'Mas eu não tenho carta de moto, não tenho moto, nunca rodei de moto. Vou fazer o que no motoclube?'. E eles responderam que fazem muitas ações sociais", disse.
Atualmente, Cremm atua no setor administrativo da divisão de Itanhaém do IMC e passou a ter o motoclube como prioridade, principalmente porque o grupo valoriza a família dos integrantes. Creem conheceu o motoclube durante um passeio com o filho Pedro, de 25 anos Arquivo Pessoal Do clube para a vida De acordo com ele, o IMC também foi importante para a adaptação dele em Mongaguá, já que não conhecia muitas pessoas quando se mudou do interior para o litoral paulista. "Amizade eu não tinha nenhuma.
Hoje, a minha gama de amizade nos Insanos é muito grande." Por fim, o aposentado contou que teve uma "mudança radical de vida" desde a entrada no motoclube, pois também recebeu atribuições no grupo. "Eu me sinto apto ao trabalho, mas eu não posso por questão de invalidez. Os Insanos vieram para completar tudo isso", explicou Cremm.
"Espero que consiga ter mais ânimo físico para seguir nessa pegada, [de] sempre estar ajudando, apoiando e fazendo o que tenho que fazer." Família de Cremm o apoia no motoclube Arquivo Pessoal VÍDEOS: Tudo sobre Santos e Região
