Gillian Anderson fala sobre papel ‘enigmático’ em ‘Sobrevivência Gillian Anderson está em um ano agitado: estrelou o filme queridinho "Acampamento Miasma: Adolescência, sexo e morte", está na peça "Quem Tem Medo de Virginia Woolf", em Londres, e, agora, aparece em "Sobrevivência", novo filme da Netflix. Aos 58 anos, a atriz britânica já declarou que não esperava ter tantas oportunidades nesta fase da carreira.

Mas há alguns elementos em comum entre alguns de seus papéis: Gillian frequentemente interpreta uma mulher de presença dominante, mas difícil de ler — como Dayle Burton, em "Sobrevivência". Ao g1, ela explicou que "é possível que ela mesma seja enigmática" e, por isso, atraia papéis desse tipo. "Me sinto muito abençoada por continuar recebendo personagens bem complexos e bastante enigmáticos.

Quer dizer, é possível que eu seja enigmática e, portanto, acabe trazendo isso para qualquer personagem que eu interprete, quer eu goste ou não", diz. Ben Affleck reflete sobre narrativas e política em "Sobrevivência" Em "Sobrevivência", Gillian interpreta uma "fixer": uma profissional que "resolve problemas" dos mais variados, por meio de influência, conexões e métodos nem sempre legalizados.

No caso do longa, ela entra para resolver os problemas de um político (papel de Ben Affleck) e sua esposa (Kerry Washington), que recebem a notícia do sequestro de seu filho. Gillian Anderson interpreta Dayle em 'Sobrevivência' Divulgação/Netflix Firme e irredutível, Dayle seria facilmente um personagem masculino em outros tempos. "Acho que já vimos décadas, senão séculos, desse tipo de personagem sendo interpretado por homens, e o interessante nisso é que ela não era um homem", afirma a atriz.

Por isso, foi um papel que a interessou ainda mais: "Sendo assim, que outros aspectos de personagem, que outras sensibilidades, complexidades ou camadas podem ser trazidos para esse tipo de papel, dado que ela é uma mulher?". "Dayle me parece bem diferente de muitas que eu já interpretei antes. É a primeira vez, eu acho, que interpreto alguém tão impassível e inescrutável, o que foi desafiador diante de toda a emoção que o Ben e a Kerry retratam de maneira tão realista".