Após final de semana chuvoso, Jardim Pantanal segue alagado A região do Jardim Pantanal segue alagada nesta segunda-feira (14), após as chuvas de sábado elevarem o nível do Rio Tietê. A retirada da água depende de bombeamento, mas a operação ainda não começou porque o nível do rio precisa baixar. Se o serviço for realizado enquanto o Tietê estiver elevado, a água bombeada pode retornar para o bairro.

A situação é monitorada para definir o momento adequado para o início da operação. A expectativa é que o bombeamento comece ainda nesta segunda. Além das equipes da Prefeitura, a Sabesp ofereceu apoio ao serviço.

A Sabesp informa que apoia as ações de drenagem no Jardim Pantanal por meio do empréstimo de equipamentos de bombeamento para auxiliar na retirada da água das áreas alagadas. Jardim Pantanal alagado por mais de 24 horas A situação no Jardim Pantanal começou a se agravar no último sábado. Foi necessária a ação da equipe náutica da GCM para realizar o resgate de pessoas durante as ocorrências provocadas pelas fortes chuvas que atingiu a região.

Os moradores contam que as obras de prevenção não estão sendo realizadas e, em dias de sol, há a implantação de pavimento asfáltico, mas não estão realizando a implantação de galerias de águas pluviais e muito menos de bueiros. "Já era uma tragédia anunciada, infelizmente", conta Anderson Silva, morador do Jardim Pantanal. Segundo nota da Defesa Civil enviada no sábado, São Paulo teve a maior chuva do Brasil em 24 horas e vive um dos setembros mais chuvosos desde 1943.

O volume de 75,4 mm em 24 horas no Mirante de Santana, principal estação meteorológica do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) na cidade de São Paulo, foi o maior do país e acumulado do mês na capital já é o quarto maior da série histórica. Com o novo volume, a chuva acumulada em setembro no Mirante de Santana chegou a 198,2 mm até as 9h de sábado (12). O total é o segundo maior acumulado mensal registrado em São Paulo em 2026, atrás apenas dos 256,4 mm de janeiro.

No sábado, a Prefeitura de São Paulo informou que a região recebe ações do Plano Recupera Pantanal, com um investimento de R$ 59,8 milhões em novas galerias de drenagem e na pavimentação de 10,4 km de vias, além da construção de um muro de gabião de aproximadamente 845 metros às margens do Rio Tietê e ações de zeladoria, fiscalização e reflorestamento, com o plantio de 1.400 mudas de árvores nativas.

Jardim Pantanal segue com pontos de alagamentos desde sábado (12) Arquivo pessoal Situação do Rio Tietê A SP Águas informou no final de semana que não houve registro de extravasamento da calha do Rio Tietê ao longo da Marginal Tietê. Mesmo diante do expressivo volume de chuvas que atingiu a capital paulista e toda a Bacia do Alto Tietê — com acumulado de aproximadamente 130 mm nas últimas 72 horas —, as estruturas que integram o sistema de controle de cheias seguem em operação.

De acordo com a SP Águas, os pontos de alagamento registrados na região não decorreram do transbordamento do Rio Tietê, mas de condições específicas dos sistemas de drenagem diante da intensidade e da abrangência das chuvas.

Orientações à população Diante da possibilidade de novas chuvas, a Defesa Civil recomenda: evitar áreas alagadas ou com correnteza; não atravessar vias inundadas; ficar atento a sinais de risco em encostas e em áreas próximas a córregos; procurar local seguro em caso de temporais; acompanhar os boletins e alertas oficiais da Defesa Civil. A população pode receber gratuitamente alertas diretamente no celular por meio do serviço de SMS da Defesa Civil.

Para se cadastrar, basta enviar o CEP da localidade para o número 40199. Em caso de emergência, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo telefone 199. Nota da Sabesp A Sabesp informa que apoia as ações de drenagem no Jardim Pantanal por meio do empréstimo de equipamentos de bombeamento para auxiliar na retirada da água das áreas alagadas.

Equipes operacionais da Companhia permanecem mobilizadas e de prontidão para atuar em caso de ocorrências relacionadas aos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, que operam normalmente. *Com supervisão de Alexandre Bazzan.