Ex-prefeito Márcio Canella é levado para a sede da PF A Polícia Federal (PF) cumpriu na manhã desta terça-feira (22) um mandado de busca e apreensão contra um coronel da Polícia Militar citado na investigação do fuzil apreendido na prisão do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil) (relembre acima). O g1 apurou que esse coronel conseguiu a cautela do armamento dentro da corporação. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Até a última atualização desta reportagem, a PF não tinha detalhado o que foi apreendido com o coronel. O nome dele também não foi divulgado. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Fuzil da PM encontrado no carro de Márcio Canella Reprodução Relembre a prisão O caso está ligado à apreensão de um fuzil calibre .556 encontrada no porta-malas do carro de Canella durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, em julho deste ano.

Na ocasião, Canella era alvo apenas de busca e apreensão, mas acabou preso em flagrante após a descoberta da arma. Ele alegou que o fuzil pertencia a um policial militar cedido para fazer sua segurança. Aquela etapa da Operação Unha e Carne investigava uma rede de postos de combustíveis suspeita de movimentar R$ 7,6 bilhões em um esquema de lavagem de dinheiro.

A PF apontava Canella como possível “braço político” do grupo investigado. Canella ficou preso por 4 dias em Bangu 8 e foi solto em 11 de julho por decisão de Alexandre de Moraes. Inicialmente, ele passou a responder em liberdade sob medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno.

Em 24 de julho, Moraes revogou todas as restrições. Na decisão, o ministro afirmou que não havia, naquele momento, provas diretas da participação de Canella nas operações financeiras investigadas, embora as apurações devessem continuar. A apreensão do fuzil da PM no carro do político levou o governo do estado a determinar o recadastramento obrigatório de todas as armas de uso restrito cedidas a outros órgãos.

Em agosto, Canella anunciou que desistiria da candidatura ao Senado para disputar uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo Reprodução O que disse Canella Em sua defesa em relação ao fuzil calibre .556 encontrado no porta-malas de seu carro, Márcio Canella alegou à Polícia Federal que a arma não pertencia a ele, mas sim a um sargento da Polícia Militar (identificado como Alexandre Paixão da Silva Júnior) que integrava a sua equipe de segurança pessoal. Ele negou qualquer posse irregular da arma.

Após a decisão do ministro Alexandre de Moraes que revogou as suas medidas cautelares, liberando-o da tornozeleira eletrônica, Canella também fez um pronunciamento nas redes sociais para se defender das acusações da Operação Unha e Carne. Ele escreveu: “A minha confiança está em Deus, que nunca falha e sempre cuida de nós. Ele me conhece, conhece meu coração, conhece meu trabalho, sabe tudo o que eu fiz na vida política para melhorar a vida das pessoas, em defesa do cidadão de bem.

Com fé no coração e gratidão por tudo o que ele tem feito, sigo em frente, num novo momento, de cabeça erguida.” Sobre as acusações de envolvimento no esquema de lavagem de dinheiro em postos de gasolina, Canella negou publicamente as acusações ao longo do processo.