Granja em Nova Itaberaba onde foi confirmado foco da doença de Newcastle Francieli de Moraes/NSC TV Apenas o estado Santa Catarina vai deixar de exportar carne de frango para a China após a detecção de um foco da doença de Newcastle (DNC) no estado, disse ao g1 o secretário de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Augusto Billi. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem?

Envie para o g1 Segundo ele, o governo brasileiro recebeu a informação das autoridades chinesas no fim da manhã desta terça-feira (20). "Acabamos de receber o retorno [da China]. Ao todo são 14 estabelecimentos em Santa Catarina que exportam frango para lá e que, agora, ficam suspensos de exportar", disse.

No Brasil todo, 61 estabelecimentos exportam para a China. Um protocolo sanitário firmado entre os dois países prevê que, quando uma doença infecciosa aviária é identificada no Brasil, o Ministério da Agricultura precisa suspender preventivamente todas exportações para o país asiático e, a partir daí, a China decide se vai manter o embargo apenas para o estado ou para todo o país. Da última vez que a doença foi registrada no Brasil, em 2024, no Rio Grande do Sul, as exportações de carne de frango foram suspensas.

Cerca de um mês depois, a China voltou a autorizar as compras do produto brasileiro, mas manteve o bloqueio às empresas gaúchas, localizadas na área afetada. Os frigoríficos dos demais estados puderam retomar os embarques, enquanto as restrições ao Rio Grande do Sul só foram retiradas em janeiro deste ano. Dessa vez, porém, o secretário disse que o processo decisório foi mais ágil.

"[Hoje], eles [a China] já conhecem bem melhor o Brasil. Ontem mesmo nós enviamos documentos para a China e já solicitamos que eles não fechassem todo o país. Eles sabem que temos condições de fazer o controle.

Há confiança nessa parceria comercial. E eles também precisam da nossa carne", disse Billi ao g1. Ele afirmou que, até o fim desta terça-feira, o governo deverá informar quais países devem suspender as importações de produtos avícolas brasileiros e se as restrições serão nacionais ou regionalizadas.

Resposta a foco de doença de Newcastle mostra cuidado de SC com o setor Primeiro impacto no comércio O foco da doença de Newcastle (DNC) foi detectado em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina. A informação foi confirmada na segunda-feira (19), em coletiva de imprensa pelo ministro André de Paula. O estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial, com suspensão da movimentação de aves, disse o Ministério da Agricultura.

Assim que o foco foi detectado, as autoridades também iniciaram ações para conter e erradicar a doença, além de reforçar a vigilância sanitária em propriedades da região. Em nota, o Ministério da Agricultura informou que a movimentação de aves foi suspensa e que as medidas de controle seguirão as diretrizes do plano nacional de contingência para influenza aviária e doença de Newcastle.

O ministério e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) afirmaram ainda que não há risco para a população e que o consumo de carne de aves e ovos provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção oficial permanece seguro. O primeiro impacto internacional veio do México. Na segunda-feira (19), o país suspendeu a importação de carne de frango e de outros produtos avícolas brasileiros após a confirmação do caso em uma granja comercial de perus em Santa Catarina.

A restrição, anunciada pela Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, também abrange aves vivas e ovos férteis. Segundo o governo mexicano, a medida tem como objetivo proteger a produção avícola nacional, considerada livre da doença.