Barcos no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam, em Omã REUTERS/Stringer Os Estados Unidos realizaram nesta terça-feira (1º) um novo bombardeio contra o Irã, informou o Exército norte-americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Hoje, às 13h (horário de Brasília), as forças americanas começaram a atacar alvos do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) no Irã.

Os ataques ocorrem após recentes tentativas do IRGC de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz e militares americanos enviados para a região", afirmou o Comando Central do Exército dos EUA em comunicado. O ataque é o 2º a ser realizado pelos EUA na guerra no Oriente Médio desde uma breve pausa nas agressões que durou cerca de um mês entre julho e agosto. A nova salva de bombardeios norte-americanos não havia terminado até a última atualização desta reportagem.

Explosões foram registradas na ilha de Qeshm e nas cidades portuárias de Bandar Abbas e Sirik, informou a mídia estatal iraniana. Agora no g1 O bombardeio ocorre no dia seguinte após Trump ter prometido atacar o Irã "com força" para retaliar uma salva de mísseis lançados contra bases militares dos norte-americanas na Jordânia. Esse ataque, por sua vez, foi em resposta a uma agressão dos EUA contra a ilha iraniana de Larak, em Ormuz, no domingo.

O Irã não havia se pronunciado de forma oficial após o ataque até a última atualização desta reportagem. Teerã, no entanto, prometeu retaliar de forma "dezenas de vezes maior" a qualquer novo ataque dos EUA, segundo afirmou nesta semana uma autoridade iraniana de alto escalão à agência de notícias Reuters.

Petroleiros atacados em Ormuz Dois superpetroleiros que transportavam petróleo saudita foram atingidos na noite de segunda-feira por projéteis de origem desconhecida com poucos minutos de diferença enquanto navegavam para fora do Estreito de Ormuz, afirmaram nesta terça as empresas de inteligência e rastreamento marítimo Marisks e Kpler. Os dois petroleiros carregaram, cada um, 2 milhões de barris de petróleo bruto saudita no terminal de Juaymah na semana passada, segundo dados da Kpler.

A estatal saudita de petróleo Saudi Aramco retomou os carregamentos e as vendas de petróleo de dentro do estreito em agosto. “Os incidentes quase simultâneos representam uma nova escalada no ambiente de ameaças dentro do corredor de Omã”, afirmou a Marisks. O Irã, que realiza um bloqueio ao petróleo saudita no Mar Vermelho desde julho por meio do grupo rebelde Houthis, não havia se pronunciado sobre o incidente até a última atualização desta reportagem.

Negociações Ao mesmo tempo, os dois países mencionaram negociações nos últimos dias —porém até o momento não há nenhum indício de que tratativas estejam em andamento: O Irã disse ainda estar disposto a chegar a um acordo para finalizar o conflito e que voltaria a respeitar "imediatamente" os termos do acordo de paz preliminar assinado com os EUA caso Washington também o fizesse.

Já Trump afirmou que os iranianos "querem muito" se encontrar para negociar um novo acordo para terminar a guerra, porém disse não saber se é possível confiar em Teerã.