Praia de SP bate recorde continental com Bandeira Azul por 17 temporadas consecutivas A Praia do Tombo, em Guarujá (SP), conquistou a certificação Bandeira Azul pela 17ª temporada consecutiva e manteve a maior sequência de aprovações da América do Sul. Na temporada 2026/2027, ela é a única praia do estado de São Paulo na lista nacional. Ao todo, o Brasil conta com 63 praias credenciadas em sete estados.
Para Ronaldo Christofoletti, pesquisador do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a permanência do Tombo na lista por 17 temporadas indica que a preservação foi incorporada às políticas públicas da cidade. “Os critérios que são avaliados ali não têm como ser trabalhados de imediato apenas para a candidatura; eles precisam de um olhar contínuo, de um monitoramento e de um investimento constante”, afirmou Ronaldo, em entrevista ao g1.
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Concedido pela Foundation for Environmental Education (FEE) e coordenado nacionalmente pelo Instituto Ambientes em Rede (IAR), o selo exige o cumprimento de 38 critérios rigorosos, avaliados por júris nacional e internacional.
Praia do Tombo, em São Paulo, é praia do Brasil com mais prêmios da Bandeira Azul Bandeira Azul/Divulgação Características naturais auxiliam na balneabilidade A localização e a dinâmica do mar estão entre os fatores que contribuem para a qualidade da água na Praia do Tombo. Com 856 metros de extensão, a praia é voltada para o sul e para o mar aberto, onde as ondas são fortes e constantes. Essas condições favorecem a renovação da água e ajudam a manter a balneabilidade.
As características naturais, porém, não explicam sozinhas a manutenção do selo. A extensão reduzida da praia também facilita as ações de fiscalização e gestão, enquanto a ocupação urbana do entorno e as condições de saneamento influenciam a possibilidade de contaminação da água. Christofoletti afirma que problemas de balneabilidade em praias do litoral paulista estão frequentemente associados à falta de saneamento básico, incluindo o lançamento irregular de esgoto.
Praia do tombo, em Guarujá Arquivo/A Tribuna O que a Bandeira Azul avalia? A certificação exige monitoramento constante da água, gestão correta de resíduos, estruturas de salvamento, acessibilidade e educação ambiental. O selo funciona como um indicador amplo de gestão, sem detalhar todos os poluentes específicos.
🧪🌊 A análise ocorre em duas etapas: Júri Nacional: formado por instituições ligadas ao turismo, meio ambiente, segurança, gestão costeira e setor náutico;
Júri Internacional: composto por membros da FEE, que realizam a validação final dos critérios. O reconhecimento vale por uma temporada, e os locais passam por inspeções para verificar se essas condições estão sendo mantidas A manutenção do selo ajuda a fixar parâmetros de conservação na rotina pública. "Mostra que o município de Guarujá abraçou a praia de forma institucional.
Não foi uma conquista de um governo específico, mas um projeto que se consolidou", diz o cientista. O selo considera um conjunto de critérios que envolve qualidade da água, gestão ambiental, segurança, acessibilidade e educação ambiental Divulgação Brasil chega a 63 praias certificadas Na temporada 2026/2027, o Brasil alcançou 75 destinos certificados pelo programa, que também avalia marinas, um crescimento de 25% em relação à temporada anterior. Ao todo, 63 praias receberam o selo, distribuídas por sete estados.
Distribuição por estado 🗺️🏆 No ranking mundial de longevidade do programa Bandeira Azul, lideram a Praia de Mira (40 anos), em Portugal, e as praias de Sant Antoni (38 anos), na Espanha, e Sandbanks (38 anos), no Reino Unido. Criado na França em 1985 e adotado na Europa em 1987, o programa só chegou à América do Sul e a outras regiões fora da Europa em 2001, o que explica a vantagem histórica das praias europeias. Bandeira azul na praia do Tombo, em Guarujá.
Rogério Soares
