Após se entregar, bombeiro acusado de matar estudante de medicina é levado para delegacia em SP Arquivo pessoal O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, acusado de matar a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, chegou à delegacia na manhã desta quarta-feira (7), em São Paulo.
Imagens exclusivas feitas pelo repórter Pedro Melo e pelo cinegrafista William Almeida, da TV Vanguarda, mostram o momento em que Marcos chega em um carro do Corpo de Bombeiros, desce do veículo e caminha até a delegacia, localizada na região da Casa Verde, ao lado do 13º Distrito Policial. O bombeiro entrou pela parte de trás da delegacia. No vídeo, ele aparece usando um agasalho com capuz e uma máscara, que cobre parte do rosto.
O bombeiro estava acompanhado por um oficial responsável pela unidade onde ele estava custodiado. Segundo as informações obtidas pelo g1, Marcos foi levado em uma viatura do Corpo de Bombeiros porque, neste primeiro momento, o caso não é uma investigação conduzida pela Corregedoria da Polícia Militar. A apresentação na delegacia ocorre para dar continuidade ao processo na esfera civil.
Depois, a previsão é que Marcos seja encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista. Marcos havia se apresentado voluntariamente na noite de terça-feira (6) em um quartel do Corpo de Bombeiros na capital paulista. Ele é alvo de um mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça de São Paulo.
Após se entregar, bombeiro acusado de matar estudante de medicina é levado para delegacia em SP William Almeida/TV Vanguarda Defesa sustenta legítima defesa A defesa de Marcos sustenta que ele agiu em legítima defesa. Em depoimento à Polícia Civil, o bombeiro afirmou que acreditou estar diante de uma tentativa de assalto e que Bruno estaria com um objeto metálico que parecia uma arma. Nenhuma arma de fogo foi encontrada com o estudante assassinado.
Segundo a versão apresentada pela defesa, Marcos também teria entendido que o estudante tentava atacá-lo com uma faca. Um canivete retrátil foi encontrado dentro do carro de Bruno e encaminhado para perícia. A Polícia Civil, porém, concluiu a investigação apontando que os elementos reunidos não sustentavam a versão de legítima defesa.
Na terça-feira (6), o Ministério Público de São Paulo denunciou Marcos por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia ainda será analisada pela Justiça. Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, era estudante do 4º semestre de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau).
Reprodução/TV Vanguarda Quem era Bruno Bruno Hashimura San Juliano tinha 23 anos, era estudante de Medicina da Universidade de Taubaté (Unitau), era casado e pai de um filho. Ele morreu após ser baleado durante uma discussão de trânsito em Taubaté, no dia 30 de setembro. Segundo a investigação, Bruno foi atingido por quatro disparos — no pescoço, no tórax e no braço esquerdo.
Bruno chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu aos ferimentos. A morte do estudante provocou homenagens de colegas e mobilizou a comunidade acadêmica da Unitau. Amigos e familiares também fizeram manifestações cobrando Justiça pelo caso.
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