PF mira contrabando de eletrônicos via Viracopos em Campinas e mais quatro cidades Um cônsul honorário do Chipre e um brasileiro com cidadania americana são os principais alvos de uma operação da Polícia Federal contra o contrabando de eletrônicos no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). 🗺️ Chipre é uma ilha localizada no Mar Mediterrâneo, ao sul da Turquia. O país faz parte da União Europeia e, em 2023, tinha população estimada de 1.344.976 pessoas.
A Operação Rota Diplomática, deflagrada nesta quarta-feira (23), investiga o uso de falsas malas diplomáticas para trazer mercadorias clandestinas dos Estados Unidos em nome do diplomata. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp O cônsul honorário mora em Indaiatuba (SP), onde a PF cumpriu dois dos nove mandados de busca e apreensão. De acordo com as investigações, ele não tinha prerrogativa legal para enviar ou receber malas diplomáticas.
Em nota, o Itamaraty informou que, "nos termos da legislação brasileira, o Itamaraty não conduz investigações policiais nem tem ingerência sobre malas diplomáticas de terceiros países". O g1 entrou em contato com o consulado, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. Mentor interceptado em Viracopos O suspeito de ser o mentor da organização criminosa foi identificado como Leonardo Menegon Pisciottano, de 43 anos.
O g1 tenta localizar a defesa dele. Ele tem cidadania americana, mora em São Paulo (SP) e foi localizado pelos agentes federais quando chegava ao país pelo aeroporto de Campinas. A investigação sobre o grupo começou em 2023.
Durante o monitoramento do esquema, a Receita Federal interceptou duas remessas de mercadorias que resultaram na apreensão de mais de 8 mil smartphones de última geração trazidos dos Estados Unidos. Como funcionava o esquema Segundo a PF, o esquema consistia em colocar selos e identificações do serviço consular do Chipre nas cargas para simular a condição de mala diplomática, que possui regras especiais de transporte e não passa pela fiscalização convencional.
Ao todo, a organização criminosa é suspeita de enviar ilegalmente mais de 230 toneladas de mercadorias entre 2023 e 2024. A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 20 milhões em bens dos investigados, que responderão pelos crimes de descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Agentes da PF de Campinas durante cumprimento de mandados da operação Rota Diplomática Polícia Federal/Divulgação VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas
