Nicoletti, candidato ao Senado por Roraima, é entrevistado e diz como pretende atuar O candidato ao Senado por Roraima, Nicoletti (PL), defendeu restringir o acesso de migrantes e refugiados venezuelanos a programas sociais e cobrou o avanço da regulamentação do garimpo ilegal no estado. As declarações foram dadas na sabatina promovida pelo Bom Dia Roraima, da Rede Amazônica, na manhã desta quinta-feira (3), em Boa Vista.
Durante a entrevista, o candidato se posicionou como oposição ao que chamou de "desgoverno" Lula. Também defendeu a anistia para os condenados pelos ataques de 8 de janeiro e afirmou apoiar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), citando nominalmente Alexandre de Moraes. Assista à íntegra acima.
Restrições a migrantes e refugiados Ao ser questionado sobre posturas anteriores em relação ao fluxo migratório de migrantes e refugiados Venezuelanos na fronteira em Roraima, Nicoletti declarou que o estado "não tem como suportar uma Venezuela" e defendeu prioridade a brasileiros na fila dos serviços públicos. Como solução, o parlamentar citou um projeto de lei que propõe regras rígidas para a concessão de assistência social.
"Nós vamos dar esses benefícios do governo federal apenas àquele imigrante que morar e residir aqui no Brasil por mais de 15 anos e que não tiver condenação criminal", afirmou. Ao justificar a proposta, o candidato afirmou, sem apresentar a fonte dos dados, que o Brasil já gastou "R$ 1,5 bilhão" do Bolsa Família com imigrantes e que 60% dos inscritos no programa Minha Casa, Minha Vida seriam venezuelanos.
O candidato também atribuiu a migração ao avanço de facções criminosas no estado e levantou a possibilidade da exigência obrigatória de antecedentes criminais e de cartão de vacinação nas fronteiras. Nicoletti (PL) é candidata ao Senado por Roraima nas eleições 2026 g1 RR Regulamentação do garimpo ilegal Outro tema de destaque foi o garimpo ilegal.
Nicoletti defendeu a regulamentação da atividade criminosa, inclusive em territórios indígenas, e rejeitou o argumento de que a atual cadeia logística que abastece os acampamentos, com venda de combustível, maquinário e transporte, seja criminosa. O candidato argumentou que crimes violentos e tráfico de drogas ocorrem nos garimpos justamente pela ausência do Estado. Com a legalização, segundo ele, a polícia passaria a atuar nos locais para combater delitos reais.
Ele também criticou a destruição de equipamentos apreendidos durante as operações na Amazônia. Para Nicoletti, órgãos como Ibama e Polícia Federal deveriam focar na fiscalização legal em vez de "oprimir" os garimpeiros e queimar balsas e aeronaves. Em Roraima, não há garimpos legalizados, e a maior parte da atividade ocorre ilegalmente em terras indígenas, onde a exploração é proibida pela Constituição Federal.
Quem é Nicoletti Antonio Carlos Nicoletti tem 45 anos, é natural de Ijuí (RS) e formado em direito. Ele ingressou no Exército Brasileiro em 2001 e, em 2015, entrou para a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Atualmente, cumpre o segundo mandato consecutivo como deputado federal por Roraima.
Na eleição deste ano, ele tem como suplentes Velton Quincozes Poleto (1º) e Michele Marques Gutierrez (2ª). Entrevistas com candidatos ao Senado Nicoletti foi o terceiro candidato ao Senado entrevistado ao vivo na série de sabatinas da Rede Amazônica. Participam os cinco candidatos mais bem colocados na primeira pesquisa Quaest, contratada pela Rede Amazônica e divulgada no dia 27 de agosto.
A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, com a presença de representantes das campanhas. A entrevista com Helena da Asatur (PSD), marcada para quarta-feira (2), foi cancelada pela candidata. O último entrevistado da série será: Hélio Bolsonaro (PL) - sexta-feira (4) Roraima tem 401.496 pessoas aptas a votar nas Eleições Gerais de 2026.
O primeiro turno será realizado em 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
