Investigação aponta indícios de crime eleitoral no Amapá MPF/Divulgação A Justiça Eleitoral cumpriu mandados de busca e apreensão em investigação sobre suspeita de compra de votos no Amapá, nesta quinta-feira (1º). A operação, realizada pelo Ministério Público Eleitoral com apoio da Polícia Federal, recolheu R$ 1.857.959, além de euros e dólares, dispositivos eletrônicos, documentos e dados armazenados em nuvem.

Os mandados foram cumpridos na casa e no gabinete de uma investigada na Assembleia Legislativa, além dos endereços de outros seis suspeitos. Ao todo, sete pessoas são alvo da ação, incluindo uma autoridade com foro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Agora no g1 Segundo o MP Eleitoral, há indícios de manipulação do programa social estadual Renda para Viver Melhor e da distribuição de cestas básicas em troca de apoio político.

Relatos apontam que famílias vulneráveis eram incluídas ou mantidas no programa mediante promessa de voto em candidatos apoiados pelo grupo investigado. Havia ainda ameaças de cancelamento do benefício caso o apoio não fosse confirmado nas urnas. O número de beneficiários do programa, antes estabilizado em cerca de 10 mil, teria alcançado 13.305 em junho de 2026, o que reforçou a necessidade de aprofundar a apuração.

LEIA MAIS: Homem morre carbonizado durante incêndio em residência na BR-210, em Macapá PF cumpre três mandados de busca e apreensão em investigação sobre compra de votos no Amapá A Justiça também determinou o afastamento temporário de uma servidora do Super Fácil e outra da Assembleia Legislativa até o fim do segundo turno das eleições, para evitar uso dos cargos em benefício eleitoral.

O inquérito apura práticas como compra de votos, coação eleitoral e uso indevido da máquina pública, com o objetivo de garantir a lisura do processo eleitoral. O que diz do Governo? A secretaria responsável pela gestão de programas sociais nega qualquer envolvimento da gestão do programa com práticas eleitorais e reforça compromisso com a transparência e a lisura das políticas públicas (veja nota na íntegra).

A Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas) esclarece que as investigações da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Eleitoral não possuem relação com a gestão institucional ou com os procedimentos do Programa Renda para Viver Melhor. Em posicionamento categórico, a pasta assegura que todas as ações e concessões de benefícios seguem critérios rigorosamente técnicos e legais, pautados pela transparência, impessoalidade e pelo compromisso de atender às famílias em situação de vulnerabilidade social.

A Seas repudia veementemente qualquer tentativa de utilização de programas assistenciais para fins políticos ou eleitorais. A instituição ressalta que o atendimento e a permanência dos beneficiários nos programas estaduais garantem direitos fundamentais e constitucionais, não estando sujeitos a qualquer tipo de favorecimento, barganha ou coação.

Por fim, a secretaria reitera o seu total respeito ao trabalho das instituições de fiscalização e se coloca à inteira disposição da Justiça Eleitoral e do Ministério Público Federal para fornecer todas as informações e esclarecimentos técnicos necessários. A pasta reafirma o compromisso inegociável com a população amapaense e com a lisura na execução de todas as políticas públicas de assistência social do estado.

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