Felipe Nunes: Esta é a eleição mais acirrada da história do Brasil 🧶Veja o fio: 1. Pesquisa Quaest mostra que a eleição continua muito acirrada. Os dois candidatos continuam tecnicamente empatados.

Nas nossas estimativas, com 95% de confiabilidade, a intenção de voto em Flávio está entre 43% e 47%. A de Lula, entre 42% e 46%. Indecisos podem chegar a 4%.

Quaest: Flávio Bolsonaro tem 45% e Lula, 44%, em cenário de empate técnico no segundo turno. Reprodução/X 2. O quadro quase não se alterou entre as duas rodadas.

A distância de 2 pontos passou para 1 ponto, mas essa oscilação na margem de erro não nos permite tirar nenhuma conclusão sobre ‘virada’, ‘mudança’ ou ‘vantagem’. Evolução das intenções de voto em Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no segundo turno, segundo a Quaest, entre 14 e 21 de outubro. Reprodução/X 3.

O voto útil de direita captado pela Quaest na última semana do primeiro turno já havia esvaziado o reservatório de votos dos outros candidatos e inflado Flávio. Na pesquisa, esse recall é fundamental para entender a matriz de mudança de voto. Pesquisa Quaest mostra como os eleitores dizem ter votado para presidente no primeiro turno das eleições de 2026.

Reprodução 4. A taxa de retenção de voto dos candidatos continua muito alta. Flávio retém 94% e Lula 95% de quem diz ter votado neles no 1º turno.

Os 9 milhões de eleitores que votaram em outras alternativas (6%) estão se distribuindo mais para o Flávio (43%), do que para o Lula (37%). No eleitor que diz não ter ido votar ou que votou branco/nulo acontece o inverso: 40% dizem que agora votam em Lula e 36%, em Flávio. Pesquisa Quaest mostra a transferência de votos do primeiro para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Reprodução/X 5. Entre os subgrupos, a pesquisa sugere alta estabilidade entre as rodadas. Só há sinal de potencial mudança em um segmento: a vantagem do Lula sobre o Flávio entre beneficiários de programas sociais aumentou, saiu de 29 pp para 37 pp.

Pesquisa Quaest mostra a evolução das intenções de voto em Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno entre beneficiários e não beneficiários do Bolsa Família. Reprodução/X 6. Este eleitorado corresponde a 21% da amostra e é politicamente importante por ter sido beneficiado com um aumento do governo.

Para além disso, é o segmento em que mais cresceu o medo da volta da família Bolsonaro. Argumento de campanha que pode estar funcionando neste subgrupo. Quaest mostra o que mais provoca medo entre beneficiários e não beneficiários do Bolsa Família: a reeleição de Lula ou a volta da família Bolsonaro ao poder.

Reprodução/X 7. O dado mais impressionante da pesquisa, no entanto, é aquele que abre o questionário: no voto espontâneo Flávio e Lula têm o mesmo % de intenção de voto: 40%. O que cresceu da rodada anterior foi a indecisão.

Dobrou. Saltou de 7% para 14%. Evolução das intenções espontâneas de voto para presidente entre 14 e 21 de outubro, segundo a Quaest.

Reprodução/X 8. Essa indecisão na escolha do candidato de forma espontânea se destaca, especialmente, entre alguns subgrupos. Entre as mulheres, por exemplo, os dois candidatos perderam intenção de voto e a indecisão foi para 17%.

Pesquisa Quaest mostra a evolução das intenções espontâneas de voto para presidente entre homens e mulheres. Reprodução/X 9. E entre os independentes, eleitores pragmáticos, não ideológicos, não calcificados, aqueles que decidirão a eleição no próximo domingo, a indecisão saiu de 13% para 31%.

Sinalização clara de descontentamento com as opções e com a campanha negativa que vem sendo apresentada. Quaest mostra as intenções espontâneas de voto em Lula e Flávio Bolsonaro por identificação política dos eleitores. Reprodução/X 10.

A alta imprevisibilidade desta eleição aparece também no volume de eleitores que ainda pode mudar o voto. No total da amostra, são 10%. Entre eleitores do Lula são 9%, entre eleitores do Flávio são 7%.

Pesquisa Quaest mostra o percentual de eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro que consideram sua escolha de voto definitiva ou admitem mudar até o segundo turno. Reprodução/X 11. O potencial de voto dos dois candidatos oscilou pra cima.

Lula ampliou de 47% para 49% e Flávio de 46% para 48%. Em compensação, a rejeição diminuiu. O não-voto em Lula saiu de 53% para 47%.

Flávio saiu de 54% para 52% de rejeição. Evolução da rejeição e do potencial de voto em Lula e Flávio Bolsonaro, segundo a Quaest. Reprodução/X 12.

A bala de prata do governo nesses últimos dias, foi o seu maior adversário ao longo dessa campanha: a aprovação! Com o amplo pacote de benesses anunciado, a aprovação de Lula chega ao seu melhor patamar desde 14/ago: 46% aprovam e 47% desaprovam o governo. Pesquisa Quaest mostra a evolução da aprovação e da desaprovação do governo Lula entre janeiro e outubro de 2026.

Reprodução/X 13. A Quaest entrevistou 2.154 pessoas entre 17 e 20/out. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança.

Registro no TSE: BR-08535/2026. Flávio Bolsonaro e Lula em entrevista com Renata Lo Prete Globo/ Manoella Mello