Ex-secretário e empresário são presos ação que apura contratos após ataque em creche André Espezim, ex-secretário de comunicação de Blumenau, e o empresário Leonardo de Souza foram presos na manhã desta quarta-feira (7) na 2ª fase da operação Sentinela, que, em maio de 2026, começou a investigar contratos para segurança na cidade após o ataque a creche Cantinho Bom Pastor que matou quatro crianças em 2023. Além das prisões, o Gaeco cumpre nove mandados de busca e apreensão em Blumenau e Florianópolis.
Nesta fase, com o avanço das investigações, a força-tarefa apura a suspeita de falso testemunho, falsidade ideológica e obstrução na investigação. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A prisão de André Ezpezim e Leonardo de Souza foram divulgadas em primeira mão pela NSC e confirmadas pela defesa deles ao g1.
Em nota, a defesa de ambos, feita pelo escritório De Oliveira & Advogados, disse que não teve acesso ainda aos fundamentos que embasaram a prisão preventiva e que, no caso do ex-secretário, ele prestou informações solicitadas" (íntegra no fim do texto). Espezin atuou em diferentes cargos na prefeitura de Blumenau. Ele também foi presidente do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae).
Também foi chefe de gabinete da Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina. Leonardo tem uma produtora de vídeos na cidade. Ex-secretário foi preso nesta manhã em operação contra a corrupção em Blumenau Reprodução/NSC TV/Reprodução O que é investigado na operação Sentinela?
Na primeira fase, um dos focos da ação foi a dispensa de licitação para a contratação de segurança nas escolas de Blumenau após o ataque na creche em 5 de abril de 2023, quando quatro crianças foram mortas e cinco ficaram feridas. O valor global do serviço ultrapassou R$ 9 milhões. 🚔O que é o Gaeco?
Força-tarefa de Estado que, desde 1994, atua na identificação, repressão e combate ao crime organizado. É coordenada pelo MP e composta por membros das polícias Militar, Civil e Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros. 2ª fase Após a primeira fase da operação, com o avanço das investigações, surgiram indícios para o Gaeco de que os investigados e pessoas ligadas a eles possam ter realizado ações para esconder bens e disfarçar a origem de recursos que seriam decorrentes dos fatos apurados.
"Entre os elementos analisados estão movimentações financeiras fora do padrão, negociações de bens e operações feitas por meio de terceiros", afirmou a força-tarefa. As diligências também identificaram tentativas de interferência na produção de provas e de obstrução das investigações, circunstâncias que levaram à adoção de novas medidas cautelares. Em razão desses elementos, foi decretada a prisão dos investigados.
Os materiais apreendidos serão analisados pelas equipes responsáveis para subsidiar o aprofundamento das investigações. 1ª FASE: contratação de segurança após ataque com mortos em creche de Blumenau O que disse a defesa do ex-secretário e do empresário Até o presente momento, não tivemos acesso aos fundamentos que embasaram a decretação da prisão, razão pela qual qualquer avaliação mais aprofundada exige cautela.
O que podemos afirmar, neste momento, é que os fatos objeto da investigação teriam ocorrido há alguns anos, sendo importante destacar que André sequer integrava o quadro público à época dos acontecimentos investigados. Além disso, André já prestou as informações que lhe foram solicitadas e apresentou documentação pertinente, demonstrando sua disposição em colaborar com o esclarecimento dos fatos. A defesa terá acesso aos autos e fará a análise integral dos fundamentos da decisão.
Contudo, diante das informações disponíveis até aqui, a medida já se apresenta como extemporânea e aparentemente desnecessária, sobretudo considerando o lapso temporal dos fatos e a postura colaborativa adotada. Seguiremos apurando todas as circunstâncias e adotaremos as medidas jurídicas cabíveis. Reveja os VÍDEOS mais assistidos do g1 SC
