Mulher é presa suspeita de integrar grupo de agiotagem e extorsão A operação da Polícia Civil que resultou na prisão da suspeita de agiotagem "Malu Navalha" revelou como agia o grupo criminoso investigado por movimentar cerca de R$ 10 milhões em oito meses. Com ação no Distrito Federal (DF) e mais dois estados, os suspeitos chegavam a cobrar juros de até 20% ao mês e fazia cobranças por meio de ameaças. A prisão faz parte de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), iniciada na quinta-feira (10).
A Justiça expediu 47 ordens judiciais, sendo 12 prisões preventivas, 18 mandados de busca e apreensão e 17 bloqueios financeiros em Goiás, DF e Tocantins. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Segundo a investigação, a mulher teria usado uma linha telefônica para fazer cobranças com ameaças, além de outros indícios de participação no esquema. O g1 não conseguiu contato com a defesa da mulher até a última atualização desta reportagem.
Confira abaixo o que se sabe sobre a operação até o momento. LEIA TAMBÉM: Quem é Malu Navalha, jovem de 22 anos presa por suspeita de agiotagem que movimentou R$ 10 milhões Foragida do DF por suspeita de agiotagem e extorsão é presa no Tocantins Montanha de dinheiro: sargento aposentado da PM e suspeitos de agiotagem cobravam juros de até 20%, diz polícia Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, de 22 anos, Divulgação/PCDF Como a investigação começou?
O caso teve início após a denúncia de um comerciante da Feira dos Goianos, em Taguatinga (DF). Segundo a polícia, ele e familiares passaram a receber ameaças após não conseguirem quitar um empréstimo devido às altas taxas cobradas. A partir da denúncia, os investigadores passaram a reunir provas sobre a atuação da organização.
Como funcionava o esquema? Segundo a polícia, a organização fazia empréstimos com juros considerados abusivos, que chegavam a 20% ao mês. Em áudios obtidos durante as investigações, os cobradores ameaçavam de morte pessoas que não quitavam as dívidas.
O grupo também é suspeito de utilizar contas de empresas e parentes para esconder a origem dos recursos movimentados. Como o dinheiro era movimentado? Conforme a polícia, os valores circulavam por meio de contas de pessoas jurídicas e familiares dos investigados para dificultar a identificação da origem do dinheiro.
A investigação aponta que a organização movimentou aproximadamente R$ 10 milhões em um período de oito meses. Quem é ‘Malu Navalha’? Conhecida como "Malu Navalha", Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, de 22 anos, estava foragida do DF quando foi localizada pelos policiais em Lagoa da Confusão.
Conforme a decisão judicial, imagens de câmeras de segurança mostram a suspeita no prédio de uma das vítimas. O que a investigação atribui à suspeita? De acordo com a investigação, após a prisão de outros integrantes do grupo, a suspeita teria ido até a casa de uma vítima acompanhada de um homem armado para exigir uma cópia de um depoimento prestado à polícia.
A Justiça também identificou movimentações financeiras que a ligariam aos demais investigados. O que foi apreendido na operação? Durante as diligências, foram apreendidas 10 armas de fogo, munições, oito veículos de luxo, documentos, cheques e dinheiro em espécie.
Os investigados respondem por suspeitas de agiotagem, extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro. Cheques, documentos e computador apreendidos com suspeitos de agiotagem no DF Polícia Civil/Divulgação Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
