Imagem mostra deputado Alexandre Knoploch (PL) ameaçando puxar arma contra militantes do PSOL na Tijuca Reprodução Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) ameaçando puxar uma arma de fogo durante uma discussão com militantes do PSOL em frente ao comitê eleitoral do deputado Flávio Serafini (PSOL), na Tijuca, na Zona Norte do Rio, nesta segunda-feira (28).
📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo Serafini, Knoploch usou spray de pimenta e depois exibiu a arma. O candidato afirmou que registrou o caso e vai pedir medidas à Justiça Eleitoral. O episódio ocorreu a seis dias do primeiro turno das eleições.
A campanha de Serafini informou que vai apresentar vídeos e outros registros às autoridades e pedir uma medida para impedir que Knoploch se aproxime do comitê, de integrantes da campanha, trabalhadores, voluntários e militantes. "O bolsonarista, deputado estadual Alexandre Kinoplok, acabou de agredir, puxou uma arma contra os militantes de nossa campanha, em nosso comitê da Tijuca. Não vão nos intimidar, não vão nos calar", comentou Serafini.
"É uma tentativa de silenciar e intimidar a nossa campanha, mas não vão silenciar, não vão intimidar. A gente vai solicitar que ele fique proibido de se aproximar de nossos comitês e de nossa campanha", completou o deputado. Agora no g1 Música contra Flávio Bolsonaro provocou confusão Knoploch apresentou uma versão diferente sobre o episódio.
Em um vídeo postado após deixar o local, ele disse que estava fazendo campanha na região e foi reclamar da música que estava sendo tocada no comitê do PSOL. "Acabei de sair agora da Praça Sans Pena, uma covardia. Uma covardia.
Tem um comitê lá da esquerda, não sei se é do Serafini, Lula, sei lá o que que é. Pra vocês terem uma ideia, nós estamos o dia inteira panfletando, o dia inteiro dando material. E aí eles botaram uma música".
Segundo o parlamentar, a música que estava tocando era o jingle 'TariFlávio', que faz acusações e xinga o candidato a presidência pelo PL. Knoploch afirmou que uma mulher que passava pelo local também teria reclamado da música e que, ao questionar os militantes, foi cercado por cinco pessoas. "Um horror, uma depravação.
Uma senhora passou e reclamou, falou: 'meu filho, eu não posso ouvir isso'. E eu fui reclamar com eles. Eles vieram em cinco em minha direção, o motoboy que estava lá, que estava horrorizado também.
Como se não bastasse, vieram me intimidar. Eu já falei, eu não vou aceitar a intimidação. Uso sim sprays de pimenta pra qualquer um que tentar me agredir".
"E digo mais: Esse é o tipo de política que esses caras fazem. É na guerra e tentando agredir. Não vão calar a gente não, não vão".
Knoploch é candidato à reeleição para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro pelo PL. Serafini também disputa a reeleição para a Alerj pelo PSOL. Os dois são deputados estaduais.
Campanha de Serafini vai à Justiça Na nota divulgada após o episódio, a campanha de Serafini afirmou que vai entregar às autoridades os registros audiovisuais feitos durante o incidente. Segundo a equipe, também será apresentado pedido cautelar à Justiça Eleitoral para impedir a aproximação de Knoploch do comitê eleitoral e de pessoas ligadas à campanha. "Esse deputado, que já é conhecido pela violência, que já é conhecido pelo desequilíbrio que tem hoje.
Parte de sua família presa, respondendo a processos de corrupção no governo Cláudio Castro não vai nos silenciar. Nenhum passo atrás. Vamos continuar firmes com a nossa campanha na rua e vamos exigir da Justiça e da polícia todas as medidas cabíveis para que essas pessoas violentas não consigam atrapalhar a campanha eleitoral e não consigam atacar a democracia.
Seguimos firmes". A campanha afirmou ainda que pretende adotar medidas criminais, eleitorais e cíveis relacionadas ao episódio.
