Ex-secretária é investigada por usar cartões de empresa com roupas, festas e apostas Marcello Casal jr/Agência Brasil Uma ex-secretária executiva foi indiciada suspeita de usar cartões corporativos da empresa onde trabalhava, em Goiânia, para pagar despesas pessoais, como roupas, semijoias, material escolar, festas, corridas por aplicativo e apostas em jogos de azar. Segundo a Polícia Civil, também foram identificados gastos com um iPhone, enxovais e instalação de boxes de vidro.
A mulher foi indiciada na última sexta-feira (28) por furto qualificado mediante abuso de confiança e fraude, em continuidade delitiva. Ela não foi presa e responde em liberdade. Como o nome da investigada não foi divulgado, o g1 não conseguiu localizar a defesa dela até a última atualização desta reportagem.
Segundo a delegada Thaynara Andrade Berquó, da 8ª Delegacia de Polícia de Goiânia, os comprovantes e extratos entregues pelos proprietários permitiram calcular pouco mais de R$ 31 mil em gastos. Os empresários, no entanto, alegam que o prejuízo total pode variar entre R$ 50 mil e R$ 150 mil. “Em apenas um dos cartões, eles alegam que foi gasto cerca de R$ 100 mil”, afirmou a delegada.
Agora no g1 De recepcionista a secretária executiva De acordo com a investigação, a mulher trabalhou na empresa entre julho de 2019 e fevereiro de 2026. Ela começou como recepcionista e chegou ao cargo de secretária executiva. Segundo a delegada, a funcionária também realizava serviços de natureza pessoal para os proprietários e, por causa da relação de confiança, tinha cartões corporativos em sua posse para fazer pagamentos.
A Polícia Civil informou que ela teria começado a usar os cartões para despesas pessoais em 2023. No entanto, os gastos levantados e apresentados pelos proprietários à investigação são referentes ao período entre abril de 2025 e fevereiro de 2026.
Entre as despesas apresentadas à polícia estão: celular iPhone; fornecimento e instalação de dois boxes de vidro; enxovais de cama; semijoias; roupas infantis e femininas; material escolar; despesas com fornecedores de festas; corridas por aplicativo; apostas em jogos de azar.
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Depois da saída dela, os proprietários realizaram auditorias nas compras feitas com os cartões físicos que estavam em posse da ex-secretária. A partir dessa análise, foram identificadas despesas que, segundo a investigação, não tinham relação com as atividades da empresa. A delegada explicou que o abuso de confiança foi atribuído ao fato de a funcionária ter acesso aos cartões para pagar despesas da empresa.
Já a fraude, segundo a investigação, ocorreu porque ela teria misturado os gastos pessoais às compras corporativas para dificultar a identificação. “Ela foi indiciada por furto qualificado mediante abuso de confiança por possuir os cartões para pagar as despesas da empresa e ainda pela fraude, por ter dissimulado [mascarado] suas compras pessoais junto com as compras da empresa”, explicou Thaynara.
A continuidade delitiva, segundo a delegada, foi considerada porque a conduta teria ocorrido repetidamente ao longo de vários meses. Ressarcimento Não houve pedido de prisão ou de outras medidas cautelares contra a ex-secretária durante o inquérito. Segundo a delegada, isso não impede que os proprietários busquem o ressarcimento dos valores durante uma eventual ação penal.
Com a conclusão do inquérito, o caso segue para análise do Ministério Público, que pode pedir novas diligências, solicitar o arquivamento, oferecer denúncia à Justiça ou, caso entenda que os requisitos legais estão presentes, propor um acordo de não persecução penal (ANPP). Segundo Thaynara, em caso de condenação ou de eventual acordo, se considerado cabível pelo Ministério Público, poderá haver ressarcimento às vítimas. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
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