"Ranking" compartilhado em grupo de aplicativo de mensagens expunha e avaliava alunas com termos de teor sexual e depreciativo Redes Sociais/Reprodução Chegou a 10 o número de vítimas que denunciaram à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) a exposição em um “ranking” sexual que avaliava alunas de uma instituição de ensino superior de Presidente Prudente (SP). A apuração foi aberta no dia 21 de agosto.

Em nota, a Polícia Civil também afirmou que as investigações sobre o caso continuam, com apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos. Até esta segunda-feira (24), cinco pessoas eram investigadas. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp O “ranking” era formado por fotos das estudantes, retiradas das redes sociais sem autorização das vítimas, e distribuído em um grupo fechado de aplicativo de mensagens.

As imagens eram acompanhadas de comentários e classificações ofensivas de teor sexual e depreciativo, como “comível” e “deliciosíssima”. Após o vazamento do conteúdo da lista, protestos foram realizados na entrada do campus II da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), às margens da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). O coletivo "Frente pela Vida das Mulheres" classificou o episódio como um ato de "misoginia organizada" e "uma prática de objetificação, constrangimento e humilhação".

Uma das universitárias expostas no “ranking” disse que teve uma crise de ansiedade quando viu a foto dela e das colegas na lista. “O homem que fez a edição mesmo era meu amigo de turma, sentava do meu lado, sabe? Então é algo nojento, esdrúxulo”, afirmou.

Polícia e universidade investigam ranking sexual com fotos de 53 alunas em Prudente Em entrevista à TV TEM, a presidente da Comissão sobre Crimes Sexuais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Elaine Rampazo, declarou que o caso pode resultar em diferentes tipos de responsabilização, como importunação sexual, injúria e difamação, a depender das circunstâncias em que os conteúdos foram produzidos e divulgados.

A presidente da comissão orientou as vítimas a guardarem prints, mensagens e outros conteúdos relacionados ao caso, além de evitarem apagar os arquivos dos aparelhos. Apuração interna Por meio de nota, a Unoeste informou ter aberto uma apuração interna para identificar os autores da lista e aplicar punições disciplinares previstas no regimento da instituição de ensino. “A Unoeste repudia qualquer forma de exposição, assédio, constrangimento ou desrespeito à dignidade.

A instituição está acolhendo as acadêmicas envolvidas e reforça a importância de não compartilhar o conteúdo para não ampliar os danos às vítimas”, destacou a universidade. A Polícia Civil disse prosseguir com as investigações sobre o ranking sexual com fotos de estudantes de uma universidade de Presidente Prudente (SP) Redes Sociais/Reprodução Initial plugin text Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM