Perfil Saúde Corporativa Divulgação O Brasil registrou 546.254 benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais em 2025, segundo dados do Ministério da Previdência Social (MPS). O número representa um crescimento de 15,66% em relação a 2024 e o maior patamar registrado nos últimos anos. O avanço não acontece de forma isolada.

Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), iniciativa do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), já apontavam crescimento expressivo dos afastamentos relacionados a problemas de saúde mental nos anos anteriores. Entre os diagnósticos que aparecem com maior frequência nos dados de 2025 estão os transtornos de ansiedade, com 166.489 benefícios, e os episódios depressivos, que somaram 126.608.

Para o médico do trabalho e CEO da Perfil Saúde Corporativa, Dr. Charles Dias, os números precisam ser analisados para além da quantidade de afastamentos. “Eles revelam um cenário estrutural e crescente de adoecimento mental no trabalho”, ressalta.

Segundo ele, o crescimento dos casos mostra que o problema não deve ser tratado apenas como uma questão individual. Ansiedade e depressão estão entre os diagnósticos que mais impulsionam os afastamentos, enquanto fatores como sobrecarga, organização do trabalho e falta de suporte institucional também precisam ser considerados.

Perfil Saúde Corporativa Divulgação Saúde mental no ambiente corporativo Nem todo transtorno mental é provocado pelo trabalho, mas a forma como as atividades são organizadas pode contribuir para o surgimento ou agravamento de fatores de risco psicossociais.

Carga excessiva de trabalho, jornadas prolongadas, pressão constante, falta de autonomia, conflitos, assédio, insegurança e dificuldades na organização das atividades estão entre as situações que podem ser consideradas na avaliação dos fatores de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A Organização Internacional do Trabalho reforça que esses riscos precisam ser analisados de forma ampla, considerando não apenas as tarefas executadas, mas também a maneira como o trabalho é gerenciado.

Da reação à prevenção Para as empresas, o desafio é identificar os pontos de alerta antes que o problema resulte em afastamento. Entre esses sinais estão o aumento de faltas pontuais, queda de produtividade ou qualidade, crescimento da rotatividade, excesso de horas extras, conflitos recorrentes e mudanças de comportamento, como isolamento, irritabilidade, apatia ou dificuldade de concentração. O acompanhamento desses indicadores, explica o médico, não deve ocorrer de forma isolada.

Conversas regulares entre gestores e equipes, pesquisas de clima e análise dos dados de Recursos Humanos podem ajudar a identificar situações que precisam de atenção antes que evoluam para um quadro de adoecimento e afastamento. O que muda com a nova NR-01? A inclusão dos riscos psicossociais no gerenciamento dos riscos ocupacionais reforça a necessidade de que as empresas olhem para essas situações de forma estruturada.

Na prática, fatores relacionados à organização do trabalho devem ser identificados, avaliados e, quando necessário, incluídos no planejamento de medidas preventivas. Na avaliação do especialista, o principal desafio é evitar que a adequação fique apenas no papel. “O principal erro que as empresas devem evitar é tratar essa exigência de forma superficial ou meramente formal, implementando ações genéricas de bem-estar, sem de fato investigar as causas estruturais do adoecimento na organização do trabalho”, explica.

A avaliação dos riscos psicossociais, portanto, não deve se limitar à criação de ações pontuais. É necessário entender as causas, estabelecer medidas de prevenção e acompanhar sua efetividade ao longo do tempo. Saúde mental como indicador estratégico A dimensão do problema também ajuda a mudar a forma como o tema é encarado dentro das organizações.

A OIT destaca que ambientes psicossociais de trabalho adversos podem gerar impactos tanto para a saúde dos trabalhadores quanto para a produtividade e os resultados das organizações. Para as empresas, isso significa incorporar o tema à gestão de riscos e acompanhar indicadores como afastamentos, absenteísmo, clima organizacional e produtividade. Essa mudança também passa pela participação da liderança.

A saúde mental deve deixar de ser vista apenas como uma questão de RH e passar a fazer parte das decisões relacionadas à organização do trabalho, produtividade, retenção de profissionais e sustentabilidade do negócio, avalia Dr. Charles Dias. O que as empresas podem fazer?

A prevenção começa pela compreensão das condições reais de trabalho. Identificar fatores de risco, ouvir os trabalhadores, avaliar a organização das atividades e estabelecer medidas de prevenção são etapas importantes para construir um ambiente mais saudável. Dr.

Charles destaca: “Comece com um diagnóstico real antes de qualquer ação”. Ele explica que, antes de criar campanhas ou programas de bem-estar, a empresa precisa entender como o trabalho é vivenciado no dia a dia e identificar os fatores que podem estar contribuindo para o adoecimento. A partir desse levantamento, é possível estabelecer medidas mais específicas e integrá-las ao gerenciamento dos riscos ocupacionais.

Perfil Saúde Corporativa Divulgação Como a Perfil apoia as empresas? Com 30 anos de experiência, a Perfil Saúde Corporativa oferece soluções integradas para apoiar empresas na gestão de SST. Além de serviços como PGR, PCMSO, AEP, laudos técnicos, exames ocupacionais e treinamentos, a Perfil também está preparada para amparar organizações na identificação e avaliação dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho, de acordo com as exigências da nova NR-01.

A proposta é ir além do cumprimento das normas, conectando prevenção, saúde dos trabalhadores e gestão do negócio. Conheça as soluções da Perfil Saúde Corporativa em www.perfilsst.com.br ou fale com a equipe pelos telefones (13) 3223-7772 e (11) 3336-6557. Médico responsável: Dr.

Charles Dias CRM 79552 RQE 43410