Sérgio Lopes, Tião Bocalom e Olavinho Boiadeiro renunciaram às prefeituras para tentar outros cargos Reprodução Três prefeitos que deixaram os cargos para disputar as eleições 2026 terminaram o pleito sem conquistar um novo mandato. Tião Bocalom (PSDB), de Rio Branco, saiu da prefeitura para concorrer ao governo, enquanto Sérgio Lopes (PL), de Epitaciolândia, e Olavinho Boiadeiro (Republicanos), de Acrelândia, tentaram uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

Com a saída dos titulares, os vice-prefeitos assumiram definitivamente para completar o mandato iniciado em 2025. No caso da capital, Alysson Bestene (PP) passou a ser o prefeito, enquanto Sérgio Mesquita (Republicanos) assumiu em Epitaciolândia e Eraídes Caetano (Republicanos) foi empossado em Acrelândia.

✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp ELEIÇÕES 2026: Acompanhe a cobertura completa das eleições no Acre Tião Bocalom, reeleito em 2024, deixou a Prefeitura de Rio Branco em abril deste ano para disputar o governo do estado. Ele ficou na terceira posição, atrás de Mailza Assis e Alan Rick, com 44.946 votos, o que equivale a 10,22% dos eleitores. Na cidade que geriu, ele também ficou em terceiro: foram 29.874 votos, atrás dos mesmos dois adversários.

g1 Acre acompanha resultados e repercussão das eleições LEIA MAIS: Sobrenomes conhecidos, mas sem cadeira: Quem são os parentes de políticos que não se elegeram no Acre Dois candidatos ficam zerados nas urnas e não registram nem o próprio voto no Acre Mailza Assis e Alan Rick vão para o 2º turno no Acre Deputados estaduais eleitos no Acre nas Eleições 2026: veja a lista Sérgio Lopes ficou com 6.566 votos na disputa para deputado estadual, o que não foi suficiente para chegar à Aleac.

Olavinho Boiadeiro conquistou 5.367. Ex-prefeitos menos recentes também fracassaram Se vitórias recentes em seus municípios não garantiram o próximo passo da carreira destes políticos, quem já havia saído das gestões municipais há mais tempo também não obteve sucesso no pleito deste ano. Leila Galvão (PP), prefeita de Brasiléia entre 2005 e 2012, buscou uma das oito vagas do estado para a Câmara Federal, alcançou 4.776 votos, mas não foi eleita.

Já Maria Lucinéia (PL), ex-prefeita de Tarauacá, eleita em 2020 e derrotada nas urnas em 2024, também tentou, sem êxito, uma vaga na Aleac, com 2.615 votos. Kiefer Cavalcante (PL), eleito prefeito de Feijó em 2016 e 2020, obteve 6.400 votos mas não foi eleito. Assim como Isaac Piyako (PT), eleito em Marechal Thaumaturgo nos mesmos anos, que recebeu 5.292 votos, mas não se elegeu.

Piyako foi o primeiro prefeito de origem indígena eleito em um município do Acre, e deixou o cargo em 2022 para buscar uma vaga na Aleac, e também não conseguiu naquela oportunidade. Bené Damasceno (PL), ex-prefeito de Porto Acre recebeu 3.068 votos também para deputado estadual. Os votos foram anulados sub júdice.

Mazinho Serafim (União Brasil) teve expressivos 13.142 votos, e ainda assim não entrou para a Aleac. Ele foi prefeito de Sena Madureira por duas oportunidades, em 2016 e 2020. Nem só de reveses vivem os ex-mandatários Na contramão destes nomes, Marcus Alexandre (MDB) conseguiu, enfim, voltar a ser eleito.

Prefeito da capital vencendo as eleições de 2012 e 2016, ele teve 12.872 votos para deputado estadual neste ano. Ele renunciou ao cargo em Rio Branco para disputar o governo do estado em 2018, ainda pelo PT, mas não se elegeu. Depois, concorreu ao governo como vice de Jorge Viana, em 2022, quando também não venceu.

Já no MDB, disputou a Prefeitura de Rio Branco em 2024, e, novamente, perdeu. Com a vitória, Marcus Alexandre será um dos dois nomes de seu partido na casa legislativa acreana, junto a Tanízio Sá. VÍDEOS: g1