Presidente da Ucrânia diz que Rússia usa cidadãos de 47 países no campo de batalha O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira (25) que "não está se preparando para qualquer tipo de hostilidade com a Europa".
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A declaração ocorre dois dias depois que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou Putin de pretender ampliar a guerra para outros países europeus, incluindo territórios da Otan, em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo o presidente russo, seu governo estava pronto para retomar as negociações de paz com a Ucrânia após as eleições legislativas do país - onde o partido governista conquistou ampla maioria no Parlamento -, mas abortou os planos após mais ataques ucranianos. "Kiev iniciou ataques à infraestrutura civil. Agora deve enfrentar as consequências.
Todas as propostas para uma solução pacífica estão sobre a mesa, mas a Rússia ainda precisa considerar o que é do seu melhor interesse", declarou Putin, que disse saudar as negociações entre EUA e China.
O presidente russo Vladimir Putin discursa no 12º Fórum Internacional das Culturas Unidas de São Petersburgo, na Rússia REUTERS/Anastasia Barashkova Ucrânia acusou a Rússia de usar soldados de 47 países na guerra Segundo Zelensky, governos europeus receberam informações de inteligência sobre possíveis intenções russas.
“Há semanas, os europeus alertam que a Rússia pode ir mais longe na Europa, até mesmo em território da Otan”, afirmou o presidente de Ucrânia, acrescentando que os líderes europeus têm informações sobre as intenções russas. Zelensky discursa na Assembleia Geral da ONU Caitlin Ochs/Reuters Zelensky também afirmou que a Rússia utiliza cidadãos de outros países no conflito. Segundo ele, há pessoas de 47 países envolvidas na guerra ao lado das forças russas.
Algumas das nações mencionadas foram: Gana Nepal Tadjiquistão Índia Iêmen Quênia Zimbábue Cuba Belarus Sudão África do Sul Zelensky afirmou ainda que alguns estrangeiros chegam à Rússia por meio de "enganos e artimanhas" e acabam enviados para o campo de batalha. “Quero falar diretamente a todos os representantes desses 47 países. Vocês sabem o que a Rússia está fazendo com seu povo.
São seus cidadãos. Cuidem deles e não permitam que acabem em outra frente. Não deixem Putin arrastá-los para esta guerra”, disse.
