'Me Socorre': aplicativo criado em universidade do PI ensina técnicas de reanimação cardiopulmonar Reprodução/IFPI Um aplicativo que pretende ensinar a população a realizar manobras de reanimação cardiopulmonar foi desenvolvido durante a dissertação de mestrado de Lairton Oliveira, na Universidade Federal do Piauí (UFPI). O "Me Socorre" deve ser disponibilizado gratuitamente ao público após a conclusão das etapas finais do projeto.
A ferramenta ensina como realizar manobras em adultos, crianças e bebês, além de orientar sobre o uso do desfibrilador. O projeto foi apresentado e aprovado em abril deste ano no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFPI. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Lairton explicou que a ideia surgiu ao perceber que o celular poderia servir como ferramenta de apoio para pessoas sem formação na área da saúde que se deparem com situações de parada cardiorrespiratória.
Segundo ele, nesse tipo de emergência, o tempo de resposta é decisivo para aumentar as chances de sobrevivência da vítima. “Muitas vezes, quem presencia esse tipo de situação fora do ambiente hospitalar é uma pessoa leiga, que não tem formação na área da saúde, mas que poderia iniciar ações simples e fundamentais até a chegada do Samu. A partir disso, surgiu a inquietação: ‘Como tornar as orientações sobre Reanimação Cardiopulmonar (RCP) mais acessíveis, rápidas e compreensíveis para a população?", contou.
Agora no g1 A proposta é que o "Me Socorre" seja utilizado em ações de educação em saúde realizadas em escolas, comunidades, campanhas educativas e treinamentos conduzidos por profissionais e estudantes da área. O orientador da pesquisa, professor Francisco Pereira, explicou que as orientações disponíveis no aplicativo foram adaptadas para uma linguagem acessível ao público leigo. Além dos textos simplificados, o "Me Socorre" utiliza imagens, gifs e comandos curtos para facilitar a compreensão.
“A adequação cultural e a linguagem acessível são fundamentais porque o aplicativo foi pensado para pessoas que, em geral, não possuem formação em saúde. Em uma emergência, o medo, a insegurança e a pressão do tempo podem dificultar a tomada de decisão. Por isso, uma linguagem excessivamente técnica poderia afastar o usuário ou atrasar sua compreensão”, explicou.
Validação Segundo Lairton, a validade do aplicativo foi avaliada em dois aspectos. Um deles o conteúdo, que foi analisado por especialistas em suporte básico de vida, como enfermeiros, médicos e fisioterapeutas. A aparência do projeto também foi avaliada por nove profissionais da área da computação e do desenvolvimento de sistemas.
Além disso, a usabilidade foi testada com 50 participantes leigos. O “Me Socorre” deve chegar às lojas de aplicativos após a conclusão das etapas de amadurecimento técnico e científico e de avaliação de sua efetividade junto ao público-alvo. *Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena.
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