Flávio diz que vai pedir cassação da chapa de Lula O candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26) que vai pedir a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com 51,79% dos votos, Lula foi reeleito para um quarto mandato como presidente da República. Flávio afirmou ainda que visitou o pai, ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta segunda e que foi intimado a entregar o passaporte.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PF) entregue os passaportes que tiver de outras nacionalidades e que a Polícia Federal cancele os passaportes brasileiros do senador, inclusive o diplomático. A decisão foi dada em processo em que Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro.

"E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23/10 que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição, eu nunca falei isso". O senador afirmou ainda que vai cumprir a decisão e entregar os documentos e que "nunca" pensou em sair do país.

"Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender essa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar, mas ninguém vai me calar". ➡️ Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar.

Desde novembro do ano passado, ele cumpre a pena de 27 anos e três meses de prisão por ter sido considerado líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de estado para mantê-lo no poder mesmo após a derrota nas eleições de 2022. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista a um podcast nos EUA nesta sexta-feira (23), que é a favor de que o irmão, o senador e então candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), deixe o Brasil se perder a eleição.

Na mesma entrevista, ele colocou em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras. “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza.

Com certeza", disse Eduardo Bolsonaro. Após a confirmação do resultado na noite deste domingo (25), Flávio criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar em duas horas o horário de encerramento da votação e disse que vai pedir a anulação das eleições.

Logo após o resultado apontar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como vencedor do segundo turno, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que tem "absoluta segurança de todo o processo eleitoral".

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, falou após ser derrotado na eleição, no dia 26 de outubro de 2026 Agustin Marcarian/Reuters Flávio, ainda assim, insistiu que "é impossível reconhecer esse resultado". "É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento.

E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições", disse o candidato derrotado. Em uma eleição acirrada e marcada por uma virada inédita, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) presidente da República e conquistou seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.

A confirmação da vitória de Lula foi feita pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 21h08, quando 97% das urnas já haviam sido apuradas. Àquela altura, Lula tinha 51,74% dos votos, e Flávio, 48,26%.