Como trocar lancetas da caneta de diabetes de maneira segura Crédito: Divulgação Como trocar lancetas da caneta de diabetes e manter o monitoramento As lancetas de canetas de monitoramento de diabetes são peças que furam a pele para coletar a gota de sangue. Ela vem estéril e de uso único, não podendo ser reaproveitada, nem compartilhada. Essas são características que permitem que a picada seja precisa e menos dolorosa.
No geral, depois do primeiro uso, a ponta perde o corte fino e o furo dói mais, além de aumentar os riscos de contaminação. A troca das lancetas da caneta de diabetes leva menos de um minuto: basta destravar a tampa do lancetador, retirar a lanceta usada, encaixar uma nova e ajustar a profundidade de acordo com a sua pele e necessidade. Se você está montando seu kit de monitoramento do zero, a Drogal conta com vários kits com aparelho de glicose, tiras reagentes, lancetas e lancetador.
É uma maneira prática de ter tudo sempre à mão em um estojo, pronto para levar na bolsa ou na mochila. Por que trocar a lanceta em cada medição? Um levantamento da Revista Brasileira de Enfermagem com pessoas que fazem o monitoramento dos níveis de glicose em casa mostrou que a maior parte reutiliza a mesma lanceta entre uma e cinco vezes antes de trocar o material.
A mesma pesquisa também informa que esses indivíduos não compartilharam as lancetas com outras pessoas. Esse dado indica que é uma prática comum, mas em cada reutilização da lanceta, ela termina por desgastar a ponta e reduz a esterilidade do material. É nessa redução que os riscos de infecções no local da picada podem aumentar.
“Nós aconselhamos a troca das lancetas em cada medição de glicose porque, quando reutilizadas, além de perderem a fiação, as lancetas podem sofrer uma espécie de cristalização da insulina. Outros fatores também podem dificultar a precisão da leitura, ampliando a variabilidade glicêmica em diabéticos”, explica a farmacêutica responsável pela Rede Drogal, Eliane Messias. Passo a passo para trocar a lanceta da caneta Abra a tampa protetora do lancetador.
Você pode girar ou puxar, conforme o modelo do seu aparelho. Retire a lanceta usada segurando pela base, sem tocar na ponta. Descarte o material usado em um coletor rígido e específico para materiais perfurocortantes.
Pegue uma nova lanceta e encaixe na base do lancetador até sentir que ela travou. Remova a capa protetora da ponta, girando levemente. Recoloque a tampa do lancetador, ajuste a profundidade da picada de acordo com a espessura da sua pele.
Antes de usar, arme o lancetador. Quais são os cuidados a se ter na hora de trocar e usar a lanceta? Lave bem as mãos com água e sabão antes de qualquer manuseio.
Resíduos de alimentos ou sujidades podem ficar na pele e interferirem na leitura da glicose. Nunca compartilhe a lanceta com outra pessoa, mesmo que seja uma única vez. O contato com o sangue torna esse compartilhamento um risco real de transmissões de infecções.
Guarde as lancetas novas na embalagem original. Preferencialmente, mantenha-as em local seco e descarte as mesmas em recipiente próprio para materiais que podem perfurar e cortar. Não descarte em lixo comum.
O que são as tiras reagentes e como elas leem a glicose A tira reagente contém uma enzima que reage com a glicose do sangue e gera um sinal que o aparelho traduz em número. Os glicosímetros usam dois métodos para captar esse sinal: o fotométrico, que lê a mudança na cor da tira, e o amperométrico, que lê a corrente elétrica gerada pela reação. Uma revisão técnica realizada pelo Instituto Nacional de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia comparou ambos métodos e não encontrou diferenças de precisão.
Cada tira funciona apenas com o aparelho para o qual foi fabricada. Antes de comprar um novo estoque de tiras reagentes, convém sempre verificar a compatibilidade. Na Drogal, você encontra várias marcas e opções em tiras reagentes, todas organizadas por marca de aparelho, para você encontrar qual delas é compatível com o kit de monitoramento que você tem em casa.
O que pode alterar a leitura das tiras? Uma revisão publicada no Journal of Diabetes Science and Technology reúne as principais fontes de erro na leitura da glicemia capilar. Entre os vários fatores que podem prejudicar a leitura estão as tiras com prazo de validade vencidos e as que foram guardadas fora da temperatura recomendada.
Quantidades insuficientes de sangue na tira, código da tira não compatível com o aparelho de monitoramento e alterações no hematócrito do próprio sangue (porcentagem do volume de sangue que é ocupado pelos glóbulos vermelhos) também devolveram resultados alterados, para cima ou para baixo, dependendo do caso. Quando você precisa buscar orientação médica?
Leve suas dúvidas sobre compatibilidade das tiras, resultados fora do esperado ou dores persistentes durante as picadas para o farmacêutico ou para o médico que acompanha seu tratamento. Esses profissionais não só podem avaliar o modelo de aparelho, a marca das tiras, mas também indicar a técnica de coleta de sangue que melhor funciona para o seu caso. Semaglutida: o medicamento para diabetes que virou febre no processo de emagrecimento Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal.
CRF/SP 43.895
