Canal 'Exército do Lula' no WhatsApp: veja a cronologia da disputa no TSE O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, recebeu nesta terça-feira (13) representantes das campanhas do presidente Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) para tentar reduzir o número de ações apresentadas à Justiça Eleitoral. A reunião foi realizada após uma nova “guerra” de decisões entre ministros chegar ao TSE.
No final de semana, Nunes Marques decidiu retirar do ar um canal da campanha de Lula chamado “Exército de Lula”, apesar de o tema ser relatado pelo ministro Villas Boas Cuêva em outra ação. Cuêva então suspendeu a decisão do presidente do TSE, reativou o canal e mandou o caso ao plenário. Nesta terça, Nunes Marques suspendeu a decisão de Cuêva e determinou que a campanha de Lula registrasse o canal do Whatsapp, como pertencente à campanha de Lula.
Ministro Kassio Nunes Marques Luiz Roberto/TSE “Foi uma reunião onde o presidente propôs uma conduta para diminuir a judicialização, pelo volume de judicialização da campanha. Evidente, a nossa posição, ela é colaborativa, mas claro nós sempre vamos defender a campanha do presidente Lula”, afirmou o presidente do PT, Edinho Silva.
Edinho afirmou que a campanha quer colaborar para diminuir o volume de medidas tomadas, mas disse que isso depende também da campanha do presidente Lula não ser agredida, não ser ofendida e que não haja um desequilíbrio na disputa. A ex-ministra do TSE e advogada de Flávio Bolsonaro, Maria Claudia Bucchianeri, afirmou que as campanhas vão tentar costurar consensos para levar aos ministros uma proposta que reduza o número de ações. “Os ministros estão pensando em maneiras de reduzir a judicialização das campanhas.
Isso passa por um compromisso de cumprir as metas já firmadas. Mas passa também por pensar formas de evitar a repetição ou o cometimento de ilícitos. As plataformas precisam ajudar”, afirmou.
A advogada afirmou que as plataformas estão permitindo impulsionamentos de conteúdos irregulares e que as big techs precisam moderar os canais e cumprir o plano de integridades para as eleições. Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) disputam o 2º turno Diego Herculano/Reuters e Adriano Machado/Reuters ‘Século 21’ Edinho criticou decisões que, segundo ele, cerceiam as manifestações pelas redes sociais e que isso significa negar o século 21. “Nós queremos que as fake news sejam enfrentadas e sejam cerceadas.
Nós queremos que quem publica fake news seja punido perante a legislação. Uma coisa é você punir fake news, outra coisa é você impedir, coibir que a sociedade se organize por meio das redes sociais”, afirmou. “Negar a existência hoje, de instrumentos de organização da sociedade por meio das redes sociais é não reconhecer o século XXI.
No século XXI, a sociedade também se organiza por meio das redes sociais e é legítimo que a sociedade se organize”, criticou Edinho.
