Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (8) em alta, com um avanço de 0,15% perto das 9h, cotado R$ 5,0178. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. Investidores acompanham a disparada nos preços do petróleo, após notícias de que o governo Trump pode fazer novos ataques ao Irã.

Dados do mercado de trabalho americano e sinais sobre o futuro dos juros no país também ficam no radar. Por aqui, o cenário eleitoral segue em foco. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem?

Envie para o g1 ▶️Sinais de que o governo Trump planeja realizar novos ataques contra o Irã antes das eleições legislativas voltaram a pressionar os preços do petróleo nesta quinta-feira. Somado aos novos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz, investidores seguem preocupados com os efeitos da guerra nos preços globais de energia. Com o noticiário, os preços do petróleo operavam em alta nesta quinta-feira.

Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, subia 4,37%, cotado a US$ 104,58. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, avançava 4,49%, a US$ 92,24 o barril. ▶️ Na agenda econômica, o destaque fica com os novos dados de emprego dos Estados Unidos.

Os números devem trazer novos sinais sobre a força da economia americana e pode ajudar analistas a calibrarem suas apostas para os juros do país. ▶️No Brasil, o foco fica com as novas pesquisas eleitorais do Datafolha, com os números da corrida presidencial e da disputa pelos governos do Rio de Janeiro e do Distrito Federal. Os levantamentos foram contratados pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar

a Acumulado da semana: -3,94%; Acumulado do mês: -3,17%; Acumulado do ano: -8,71%. 📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: +7,13% Acumulado do mês: +10,45%; Acumulado do ano: +27,73%. Eleições 2026 Investidores aguardam os números das novas pesquisas eleitorais. Na véspera, Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência no segundo turno, disse que pretende aproveitar a maioria de seu grupo político no Congresso para mudar a Constituição, caso seja eleito.

Durante evento em Goiânia, após receber o apoio de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, o candidato afirmou que quer eleger um aliado para a presidência da Câmara e usar essa composição para promover as mudanças, mas não especificou quais pontos da Constituição pretendia alterar.

Nesta quarta-feira (7), Flávio explicou que a declaração sobre “mudar a Constituição para redemocratizar o país” se referia a propostas que já defendeu, como a redução da maioridade penal, mudanças no Judiciário, alterações na reforma tributária e o fim da reeleição. O candidato disse que essas mudanças teriam de ser feitas por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e afirmou que pretende agir com “ponderação” e respeito à Constituição.

A reforma do Judiciário e a redução da maioridade penal já aparecem entre suas propostas. 🔍 Para aprovar uma mudança na Constituição, é preciso apresentar uma PEC, que passa por dois turnos de votação na Câmara e no Senado e precisa de pelo menos três quintos dos votos em cada Casa — 308 deputados e 49 senadores. A Constituição também estabelece limites às mudanças, como a proteção às chamadas cláusulas pétreas, que incluem direitos e garantias individuais, voto direto e secreto e a separação dos Poderes.

Na segunda (5), o mercado reagiu com forte alta após Flávio terminar o primeiro turno à frente de Lula. Economistas, porém, alertam que o otimismo pode ser passageiro, diante da falta de propostas concretas para as contas públicas e dos desafios políticos para aprová-las. LEIA MAIS Por que as eleições mexem tanto com a bolsa e o dólar?

'Quanto dura um amor de verão?’: ânimo do mercado com Flávio pode ter prazo de validade, avaliam economistas Bolsas globais Na Ásia, houve queda generalizada entre as bolsas da região, conforme investidores repercutiam novas tensões políticas, rendimentos globais mais elevados a temporada de balanços corporativos locais. O SSEC, índice de Xangai, caiu 0,8%, enquanto o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, perdeu 1,09%.

Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, recuou 1,42%, o Kospi, da Coreia do Sul, teve queda de 2,62% e o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 1,43%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar.

Luisa Gonzalez/ Reuters