Drone com câmera térmica não encontra sinais de vida em túnel do Nepal Imagens feitas por um drone com câmera térmica mostram o interior do túnel de uma hidrelétrica no Nepal onde equipes de resgate procuram trabalhadores desaparecidos após a enchente que atingiu o país na semana passada. O equipamento não encontrou sinais de vida. Veja acima.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O vídeo foi gravado na segunda-feira (31), no projeto hidrelétrico de Rasuwagadhi, no distrito de Rasuwa, perto da fronteira com a China. As imagens em preto e branco mostram o teto curvo e as paredes do túnel, que desaparecem na escuridão. Equipes de emergência tentam chegar a pelo menos três trabalhadores que podem estar presos no subsolo desde a passagem da enxurrada.
O operador do drone e alpinista nepalês Manish Maharjan participou das buscas com o Exército do Nepal. Segundo ele, a quantidade de água, lama e terra dentro da estrutura reduziu as esperanças de encontrar sobreviventes. "Nós estávamos meio decepcionados porque tínhamos alguma expectativa de que pudesse haver pessoas dentro da sala de máquinas.
Mas, vendo o nível da inundação, com lama, água, terra e tudo subindo cerca de 80% ou 90%, nossas esperanças acabaram", disse. "Estamos definitivamente tristes e decidimos voltar", afirmou. A data da gravação foi confirmada pela Reuters por meio dos metadados do arquivo original.
Autoridades nepalesas também confirmaram que operações de resgate foram realizadas no projeto de Rasuwagadhi. LEIA TAMBÉM 'Serial killer de hamsters' é preso no Japão acusado de matar 30 roedores dentro de hotel Avalanche no Himalaia: por que resgate após deslizamento é muito mais complexo do que em terremotos?
Explosão de carro-bomba deixa um morto e 11 feridos na Colômbia Câmera térmica vasculha túnel de hidrelétrica no Nepal Manish Maharjan via Reuters Resgates A hidrelétrica é uma das estruturas atingidas pela enxurrada de água, gelo, pedras, lama e detritos que devastou cidades e vilarejos no Nepal e no Tibete na quarta-feira (26). Mais de 1 mil pessoas morreram e cerca de 4 mil continuam desaparecidas, segundo as autoridades.
As equipes de emergência conseguiram resgatar 350 pessoas que haviam encontrado abrigo em um túnel em construção de uma hidrelétrica durante a tragédia. Agora, as buscas se concentram em outras estruturas atingidas. Segundo a autoridade de gestão de desastres do Nepal, pelo menos 639 pessoas continuam presas em várias hidrelétricas devastadas.
A situação é especialmente difícil porque grandes deslizamentos e enchentes de detritos oferecem uma janela muito menor para o resgate de sobreviventes do que terremotos. A massa de água, lama e objetos arrastados pela enxurrada pode soterrar completamente estruturas e impedir a formação de bolsões de ar onde vítimas poderiam sobreviver. Por isso, a maioria das pessoas resgatadas com vida após deslizamentos está na borda da área atingida.
Em um estudo publicado na revista científica "Jama" sobre avalanches na Suíça, pesquisadores estimaram uma janela de apenas 10 a 15 minutos antes que vítimas soterradas sofram asfixia aguda. Registros de pessoas encontradas com vida dias depois de grandes deslizamentos são raros. Mesmo quando há um espaço protegido, a chance de sobrevivência diminui drasticamente quando a vítima está muito abaixo da superfície, devido à dificuldade de acesso das equipes de resgate.
Cineasta Manish Maharjan opera drone na entrada de um túnel do projeto hidrelétrico Rashuwaghadi, no distrito de Rasuwa, no Nepal, em 31 de agosto de 2026. Manish Maharjan via AP VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1
