Exportadores brasileiros de carne bovina não podem mais vender para a União Europeia A partir desta quinta-feira (3), exportadores brasileiros de carne bovina não podem mais vender para a União Europeia. Depois de mais de 30 anos exportando para a Europa, foram os últimos animais a embarcar em um confinamento em Bela Vista de Goiás. “Eu acredito que vai haver uma negociação aí porque sempre teve esses impasses, né?
Hoje, a carne brasileira é considerada uma boa carne no mundo”, diz a pecuarista Luzanir Luiza de Moura Peixoto. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A União Europeia deixou de comprar a carne e outros produtos de origem animal do Brasil por considerar insuficientes as garantias sobre o uso de antimicrobianos - 3,7% da carne exportada pelo país, em 2025, foi para a Europa. Um volume relativamente pequeno.
Mas esse mercado é considerado importante para o setor, porque paga mais e ajuda a dar visibilidade internacional. “A gente tem outros 17 países que compram do Brasil porque validam o nosso processo de certificação, que é a rastreabilidade bovina que a Europa aprova”, diz João Henrique Valadão, especialista em certificação animal.
União Europeia proíbe a importação de carne brasileira Jornal Nacional/ Reprodução Em um primeiro momento, a Associação Brasileira de Frigoríficos espera que o impacto do embargo europeu não deve ser sentido com tanta força, porque os Estados Unidos, segundo maior comprador da carne brasileira, ampliaram a cota de importação com tarifa reduzida por 90 dias, o que representa 300 mil toneladas a mais.
Os produtores estão otimistas com o aumento da demanda americana, mas terão que enfrentar a concorrência de outros países. O Brasil também já tem um novo protocolo para atender à proibição de antimicrobianos e promete chegar a 100% do rebanho rastreado até 2032, o que pode ajudar a conquistar outros mercados.
“O Brasil avança tanto no Japão quanto na Coreia do Sul, e há a expectativa de que essa abertura de mercado aconteça nos próximos meses, o que vai ser muito vantajoso aqui para as nossas exportações”, afirma o economista Fernando Iglesias. O pecuarista Waldir Junior já se prepara para seguir o novo protocolo livre de antibióticos e retomar as exportações para a Europa: “A gente já recebeu, nesses 20 anos de Sisbov, mais de 15 missões aqui. A gente superou todas essas missões.
A gente vai conseguir fazer isso para eles e produzir essa carne do jeito que eles querem”. O governo brasileiro afirmou que apresentou as garantias exigidas pela União Europeia; declarou que técnicos do bloco estão fazendo uma auditoria aqui no Brasil; e espera uma solução rápida para retomar as exportações e que, se não houver acordo, pode adotar medidas de reciprocidade. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Após veto da União Europeia, carne vai ficar mais barata no Brasil?
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