Para milhares de pessoas que convivem com doenças graves, um transplante representa a possibilidade de recomeçar. Mas transformar a doação de órgãos em uma nova chance de vida exige uma ampla rede de cuidado, que começa na conscientização da sociedade e passa pela atuação de equipes especializadas, infraestrutura hospitalar, protocolos de segurança e acompanhamento contínuo dos pacientes.
No Piauí, a Unimed Teresina integra essa rede ao manter, no Hospital Unimed Primavera, único hospital privado do estado habilitado pelo Ministério da Saúde a realizar transplante renal, com doador vivo ou falecido. O serviço funciona desde 2019 e, desde a implantação, o Hospital Unimed Primavera já realizou 48 transplantes intervivos, todos bem sucedidos.
A estrutura permite que pacientes que tenham acesso ao serviço realizem no próprio estado diferentes etapas do tratamento, desde a avaliação e preparação para o procedimento até a cirurgia e o acompanhamento pós-transplante, permanecendo mais próximos de sua rede familiar. Hospital Unimed Primavera realiza transplantes renais desde 2019. Unimed Teresina Essa estrutura ganha ainda mais relevância diante da dimensão da espera por um órgão no país.
Dados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), divulgados em setembro de 2026, apontam que cerca de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante no Brasil. A maior parte dessa fila é formada por pacientes que precisam de um rim: são aproximadamente 45 mil pessoas. Os demais aguardam órgãos como fígado, coração, pâncreas e pulmão, além do transplante multivisceral.
Por trás dos números, estão pacientes e famílias que convivem diariamente com a expectativa de receber um órgão compatível. É uma espera que envolve tratamento, acompanhamento constante e, em muitos casos, mudanças profundas na rotina. Para pessoas com doença renal crônica avançada, por exemplo, o transplante pode representar a possibilidade de deixar a diálise e retomar atividades que foram limitadas pela doença.
O nefrologista Avelar Alves, médico cooperado da Unimed Teresina e integrante do corpo clínico do Hospital Unimed Primavera, explica que o transplante renal é indicado para pacientes com doença renal crônica avançada, nos estágios IV e V, incluindo pessoas que ainda não iniciaram a diálise e aquelas que já dependem do tratamento.
“Quando bem indicado, o transplante permite ao paciente a saída da diálise, com melhor sobrevida e melhora na qualidade de vida, além do retorno às suas atividades sociais e profissionais”, explica. O caminho até o transplante começa com o encaminhamento do paciente pelo nefrologista para uma equipe especializada.
A partir daí, são realizadas consultas e avaliações para verificar as condições gerais de saúde, identificar possíveis infecções, investigar aspectos cardiovasculares e analisar a compatibilidade com um potencial doador. Há ainda uma avaliação multiprofissional que considera questões emocionais e sociais e prepara o paciente e sua rede de apoio para as diferentes etapas do tratamento. Nefrologista Avelar Alves, médico cooperado da Unimed Teresina e integrante do corpo clínico do Hospital Unimed Primavera.
Unimed Teresina Caso esteja apto, o paciente pode receber o rim de um doador vivo compatível ou ser incluído na lista de espera para um órgão proveniente de doador falecido. No primeiro caso, o potencial doador também passa por uma avaliação rigorosa para assegurar que possui condições físicas e mentais para realizar a doação com segurança. Com a aprovação de ambos, a cirurgia pode ser programada.
Quando o transplante depende de um doador falecido, o paciente permanece na lista de espera e deve manter exames e contatos atualizados. A convocação ocorre quando há um órgão adequado, seguindo as regras estabelecidas pelo Sistema Nacional de Transplantes. “A disponibilidade do transplante renal em um hospital privado do Piauí, como é o caso do Hospital Unimed Primavera, amplia as opções locais de atendimento especializado.
Para o paciente que tem acesso a esse serviço, realizar a avaliação, a cirurgia e o acompanhamento no próprio estado pode reduzir deslocamentos para outros centros, gastos com estadia e afastamento da família. Essa proximidade também pode facilitar as consultas frequentes e a continuidade do cuidado”, avalia o médico Avelar Alves da Silva. Cuidado especializado no Piauí No Piauí, a Unimed Teresina mantém no Hospital Unimed Primavera um serviço de transplante renal iniciado em 2019.
A unidade é o único hospital privado do estado habilitado pelo Ministério da Saúde para a realização de transplantes renais. Desde o início do serviço, foram realizados 48 transplantes intervivos, todos bem sucedidos. Segundo Jório Neiva, diretor técnico do Hospital Unimed Teresina, manter uma estrutura dedicada ao transplante exige preparação que vai muito além do momento da cirurgia.
“Como único hospital privado do estado autorizado pelo Sistema Nacional de Transplantes a realizar transplantes renais, assumimos uma responsabilidade que vai além da assistência, alcançando altos padrões técnicos, éticos e sanitários para oferecer uma nova chance de vida a pacientes com doença renal grave”, afirma.
Para garantir esse cuidado, o hospital conta com infraestrutura, equipes multiprofissionais especializadas, protocolos assistenciais e acesso contínuo a insumos e medicamentos imunossupressores de alta complexidade. O programa de transplantes também esteve entre os pontos destacados na recente manutenção da certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) da instituição. “Além da excelência clínica, o serviço cumpre um papel social decisivo: amplia a equidade e o acesso à saúde no próprio Piauí.
Ao oferecer o cuidado integral em Teresina, do pré ao pós-operatório, evitamos o desgaste do deslocamento para outros estados e mantemos o paciente próximo de sua rede de apoio familiar”, acrescenta Jório Neiva. Segundo o diretor técnico, a perspectiva é continuar fortalecendo essa linha de cuidado. “Seguimos firmes no propósito de expandir o programa, investir em inovação, capacitação e pesquisa, fortalecendo a linha de cuidado e a saúde em nosso estado”, pontua.
Hospital Unimed Primavera já realizou 48 transplantes intervivos, todos bem sucedidos. Unimed Teresina Ao longo do Setembro Verde, a Unimed Teresina também transformou essa atuação assistencial em espaços de encontro, informação e reflexão. No dia 22 de setembro, o Hospital Unimed Primavera recebeu o ato ecumênico “Uma vida que continua é motivo de celebração”, reunindo doadores, receptores, familiares e profissionais de saúde em um momento de gratidão e homenagem.
Ato ecumênico “Uma vida que continua é motivo de celebração". Unimed Teresina No dia seguinte, 23 de setembro, o Simpósio “Rota do Transplante: da Avaliação ao Recomeço”, realizado no Auditório da UniCET, reuniu especialistas em transplantes renal, hepático e cardíaco para discutir tecnicamente as diferentes etapas percorridas pelo paciente, desde a avaliação inicial até o recomeço proporcionado pelo transplante. Simpósio “Rota do Transplante: da Avaliação ao Recomeço”.
Unimed Teresina As duas iniciativas, realizadas às vésperas do Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, ajudaram a aproximar diferentes dimensões de uma mesma realidade: de um lado, a ciência, a estrutura hospitalar e a atuação das equipes especializadas; do outro, as histórias de pacientes, doadores e famílias que mostram o impacto humano da decisão de doar. Uma conversa que pode salvar vidas Para que um transplante aconteça, a estrutura médica e hospitalar é apenas uma parte desse processo.
A outra começa com a decisão de doar. No caso do transplante renal, essa possibilidade pode partir tanto de um doador vivo, após avaliação criteriosa de suas condições de saúde e compatibilidade, quanto da doação de uma pessoa com diagnóstico de morte encefálica, mediante autorização da família. Cada modalidade possui características próprias.
No transplante intervivos, a cirurgia pode ser programada, reduzindo o período em que o órgão permanece sem circulação sanguínea, o que pode favorecer seu funcionamento inicial e uma maior duração do rim transplantado. A decisão de doar, no entanto, deve ser sempre voluntária, informada e acompanhada por uma equipe especializada, com avaliação rigorosa da saúde física e mental do potencial doador.
Já no transplante com doador falecido, o procedimento depende da disponibilidade de um órgão compatível e da seleção do receptor conforme as regras do Sistema Nacional de Transplantes. Em alguns casos, o rim pode levar mais tempo para começar a funcionar, fazendo com que o paciente ainda necessite temporariamente de diálise após a cirurgia. Independentemente da modalidade, o transplante representa o início de uma nova etapa do tratamento.
Após a cirurgia, o paciente passa a ser acompanhado continuamente para avaliação da função do órgão, além de manter consultas periódicas e o uso de medicamentos para prevenir a rejeição. Para o nefrologista Avelar Alves, ampliar a conversa sobre a doação é fundamental, especialmente porque, no caso de doadores falecidos, a autorização da família é necessária. “Para quem está apto ao transplante, receber um rim pode significar maior expectativa de vida e menos limitações impostas pela diálise.
A doação abre a possibilidade de retomar projetos, trabalhar, estudar e participar da rotina familiar com mais liberdade”, destaca. Por isso, manifestar aos familiares o desejo de ser doador pode fazer diferença justamente no momento em que essa decisão precisa ser tomada. “Conversar sobre o desejo de ser doador é tão importante porque essa conversa ajuda os familiares a conhecer e respeitar a vontade da pessoa em um momento difícil”, finaliza Avelar Alves.
