O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu REUTERS/Ronen Zvulun/Pool O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, começou nesta quinta-feira (24) seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O líder israelense começou seu discurso sob vaias e com a saída de diversos delegados do plenário. Antes de iniciar a fala, Netanyahu ironizou os representantes que deixaram a sessão.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe a Assembleia Geral da ONU em Nova York "Se mais algum covarde moralmete quiser sair, que saia agora!", afirmou. Em seguida, ele disse que a ofensiva israelense contra instalações nucleares do Irã teria servido peara a proteção de todo o mundo. Ele se referia aos ataques militares israelense de junho deste ano.
"Israel, ao se defender, também está defendendo muitos dos países cujos delegados acabaram de deixar este plenário", afirmou Netanyahu. Segundo ele, alguns líderes estrangeiros chegaram a agradecer Israel em particular por ter destruído instalações do programa nuclear iraniano. O primeiro-ministro disse ainda que a decisão de atacar o programa nuclear de Teerã foi difícil, mas necessária.
"Se não tivéssemos feito isso, estaríamos todos mortos", declarou. A fala ocorre durante o terceiro dia do debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral, em meio ao crescente isolamento diplomático de Netanyahu. Reino Unido e França, antigos aliados de Israel, adotaram medidas contra produtos provenientes de assentamentos israelenses na Cisjordânia, enquanto o presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu o reconhecimento do Estado palestino em seu discurso na ONU, na última segunda-feira (21).
Em Nova York, Netanyahu também é alvo de críticas do prefeito Zohran Mamdani, que defende o cumprimento do mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional contra o primeiro-ministro. A Justiça internacional emitiu o mandado em 2024, no contexto da investigação sobre possíveis crimes de guerra relacionados à ofensiva israelense em Gaza.
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