Investigadores trabalham ao redor de van destruída por avião Boeing 767-300 que saiu da pista no aeroporto de Miami Rebecca Blackwell/AP Photo As cinco pessoas que morreram quando um jato de carga da Amazon saiu da pista no Aeroporto Internacional de Miami estavam dentro de uma van usada para transportar equipes de limpeza de aeronaves, informaram as autoridades nesta terça-feira (8).

✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O Boeing 767-300 ultrapassou o limite da pista durante o pouso no domingo. Ele colidiu com a van dentro da área do aeroporto, atravessou uma cerca e bateu em um SUV em uma rua da cidade. Outras cinco pessoas ficaram feridas.

O piloto e o copiloto já receberam alta hospitalar, informou na terça-feira a xerife do condado de Miami-Dade, Rosie Cordero-Stutz. Duas pessoas permanecem em estado crítico, enquanto uma terceira está em estado estável, disse ela. A xerife de Miami-Dade identificou as vítimas fatais como Rolando Aleman Leon, 55; Yoel Rodriguez Narajo, 53; Julio C.

Pineda, 75; Carlos Acosta Fajardo, 53; e Javierkys Reyes Quevedo, 47. Um sistema para parar jatos que ultrapassam a pista em alta velocidade provavelmente será um dos focos da investigação. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) está investigando o acidente.

Um dos focos será a ausência de um sistema para desacelerar e parar jatos que ultrapassam a pista em alta velocidade nas extremidades das pistas. Agora no g1 Miami não está entre os 120 aeroportos dos EUA que possuem o sistema de material leve e deformável que, segundo a Administração Federal de Aviação (FAA), já salvou cerca de 500 vidas.

Mesmo sem um sistema de contenção para saídas de pista, o aeroporto de Miami parece estar em conformidade com as normas federais, pois possui uma área de segurança de 305 metros no final de suas pistas, afirmaram especialistas. A presidente do NTSB, Jennifer Homendy, disse que o objetivo de sua agência é prevenir tragédias, mas que as saídas de pista continuam ocorrendo, mesmo após o conselho ter sugerido a instalação desses sistemas no passado.

Avião cargueiro da Amazon que saiu sa pista após pousar no Aeroporto Internacional de Miami David Santiago/AP Photo "Nossas recomendações precisam ser implementadas, ou estaremos aqui novamente", disse ela em uma coletiva de imprensa na segunda-feira. Os investigadores recuperaram o gravador de dados de voo, e as informações estão sendo analisadas. Entrevistas com o piloto, o copiloto, controladores de tráfego aéreo e outras pessoas estão sendo agendadas, disse Homendy.

Condolências A Amazon informou em comunicado que está colaborando com a investigação e expressou suas mais profundas condolências às vítimas e a seus familiares. As cinco pessoas que morreram estavam em uma van pertencente à Professional Ocean Service Corp., uma empresa de limpeza de aeronaves. A empresa declarou que não comentaria o acidente por respeito às famílias que perderam entes queridos.

"Nossos funcionários são muito mais do que pessoas que trabalham ao nosso lado todos os dias; eles são família e são profundamente amados. Nossos corações e orações estão com cada funcionário e cada família cujas vidas foram mudadas para sempre", disse a empresa em um comunicado na terça-feira. Aterrissagem mal sucedida O jato da Amazon estava pousando após um voo de duas horas vindo de Porto Rico, enquanto tempestades se formavam ao redor do aeroporto de Miami.

O NTSB informou que o avião ultrapassou o final da pista em cerca de 396 metros. Homendy descreveu a cena como de "devastação total", com destroços de veículos, airbags, equipamentos de navegação destruídos e partes de cercas espalhados ao longo da trajetória do avião. Ela disse que precisava ter cuidado, pois ainda havia combustível de aviação por toda parte, 24 horas após o acidente.

Ventos fortes foram registrados na tarde de sábado. Especialistas que analisaram o vídeo do pouso disseram que um forte vento de cauda parece ter impulsionado o avião pista adentro, além do ponto onde deveria ter pousado. A aeronave permaneceu no ar sem levantar o nariz para forçar o contato das rodas com o solo.

Não está claro, de imediato, por que o piloto não abortou o pouso e arremeteu para tentar novamente. Os controladores de tráfego aéreo também não alteraram a aproximação da pista para permitir que o avião pousasse contra o vento (vento de proa). Aeroportos mudam rotineiramente a direção de pouso das aeronaves quando os ventos mudam.

Boeing 767 O voo foi operado pela 21 Air, uma transportadora de carga sediada na Carolina do Norte. O Boeing 767, com 32 anos de uso, foi originalmente construído para transportar passageiros e voou por várias companhias aéreas estrangeiras durante mais de duas décadas antes de ser convertido em cargueiro em 2015, segundo o site de rastreamento de voos Flightradar24.

Duas das quatro pistas do aeroporto de Miami permaneceram fechadas na terça-feira, e Homendy afirmou que elas não serão reabertas até que os investigadores do NTSB reúnam todas as informações necessárias no local do acidente. Mais de 225 voos foram cancelados no domingo e na segunda-feira, e centenas de outros sofreram atrasos, segundo as autoridades. Homendy disse que o NTSB tentará liberar a pista para o aeroporto o mais rápido possível, após os investigadores documentarem o local.