Marina Silva e Simone Tebet Agência Brasil Políticos tradicionais que disputaram o Senado neste domingo (4) não foram bem-sucedidos. O grupo reúne seis senadores que terminam o mandato em janeiro de 2027, seis ex-ministros e três ex-governadores. A apuração está entre 95,9% e 100% das urnas nos estados, e em todos os casos a diferença para quem ocupa a segunda vaga supera o volume de votos que ainda falta contar.
Ex-ministras de Lula ficam em 3º e 4º em SP Simone Tebet, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), e Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, concorreram ao Senado na chapa do ex-ministro Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), ao governo paulista. Tebet somou 19,23% dos votos, cerca de 8,3 milhões, e Marina, 18,12%, ou 7,8 milhões. O deputado federal Guilherme Derrite, do Progressistas (PP), teve 30,59%, e o presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado, do Partido Liberal (PL), ficou com 29,28%.
Entre Tebet e a segunda vaga, a distância passa de 4,3 milhões de votos. Pesquisas divulgadas até a reta final indicavam empate técnico entre as duas ex-ministras e Derrite. A última Quaest, de 23 de setembro, tinha Derrite com 16%, Marina com 13% e Tebet com 12%, e André do Prado, que acabou com a segunda vaga, aparecia em quarto, com 8%.
Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) são eleitos senadores por SP Do Piauí ao Amapá No Piauí, Ciro Nogueira, presidente nacional do PP e ex-ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PL), terminou em terceiro, com 24,68% (892 mil votos). Como são duas vagas para o Senado, Ciro ficou de fora. Marcelo Castro, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), fez 35,60%, e Júlio César, do Partido Social Democrático (PSD), 26,97%, uma vantagem de 82,6 mil votos sobre Ciro.
Senador Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro Jornal Nacional/ Reprodução Durante a campanha, vieram à tona notícias da amizade de Ciro Nogueira com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master e que atualmente está preso e é investigado pela Polícia Federal. No Maranhão, a ex-governadora Roseana Sarney, do MDB, ficou em terceiro, com 16,37%, e o senador Weverton Rocha, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), em quarto, com 15,19%.
As vagas foram para Fufuca, do PP (21,43%), e Lahesio Bonfim, do Novo (20,63%), mais de 305 mil votos à frente de Roseana. Renan Calheiros (MDB-AL) Andressa Anholete/Agência Senado Em Alagoas, Renan Calheiros, quatro vezes presidente do Senado, teve 22,25% e ficou atrás de Arthur Lira, do PP (28,87%), e de Marina JHC, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com 28,20%.
No Amapá, onde a apuração chegou a 100% das urnas, Randolfe Rodrigues, do PT, somou 18,55% e perdeu para Rayssa Furlan, do Podemos (29,98%), e Lucas Barreto, do PSD (24,22%). Na Paraíba, o cardiologista Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde no governo Bolsonaro, ficou em quarto, com 12,46% (532,5 mil votos), e não se elegeu. João Azevêdo, do PSB (32,50%), e Veneziano, do MDB (22,76%), garantiram as cadeiras.
Em Pernambuco, o ex-ministro da Educação Mendonça Filho, do PL, teve 18,59% e ficou em terceiro, atrás de Humberto Costa, do PT (27,17%), e de Marília Arraes, do PDT (24,97%). Ex-governador do Amazonas e senadora do DF ficam fora O ex-governador Wilson Lima, do União Brasil, terminou em quarto no Amazonas, com 11,84% (448 mil votos), mais de 450 mil atrás do terceiro colocado.
Eduardo Braga, do MDB, lidera com 32,21%, e o senador Plínio Valério, do PSDB (24,69%), ficou com a outra vaga, cerca de 35 mil votos à frente de Capitão Alberto Neto, do PL (23,76%), com 99,33% das urnas apuradas. Wilson Lima (União Brasil) vota em Manaus Karla Melo/Rede Amazônica No Distrito Federal, com 100% das urnas apuradas, a senadora Leila Barros, a Leila do Vôlei, do PDT, somou 21,25% (686,3 mil votos) e ficou em terceiro, cerca de 200 mil votos atrás de Bia Kicis, do PL (27,44%).
Michelle Bolsonaro, também do PL, foi a mais votada, com 29,05%. A deputada federal Erika Kokay, do PT, teve 18,91%. Aécio, Gleisi e Soraya completam a lista O candidato ao Senado Aécio Neves (PSDB) votou em escola estadual em Belo Horizonte Imagem cedida ao g1 Em Minas Gerais, o ex-governador Aécio Neves, do PSDB, terminou em sétimo, com 4,06% (805,8 mil votos).
Domingos Sávio, do PL (24,35%), e Marília Campos, do PT (19,43%), levaram as vagas. No Paraná, a deputada federal Gleisi Hoffmann, e ex-ministra e ex-presidente do PT, ficou em quarto, com 13,35% (1,54 milhão de votos). Filipe Barros, do PL (27,25%), e Deltan Dallagnol, do Novo (25,14%), foram os mais votados; Alexandre Curi, do Republicanos, ficou em terceiro, com 16,85%.
A disputa mais apertada foi em Mato Grosso do Sul. A senadora Soraya Thronicke, do PSB, terminou em quarto, com 13,07% (340,8 mil votos), cerca de 21 mil atrás de Vander Loubet, do PT. As duas vagas ficaram com o ex-governador Reinaldo Azambuja (34,64%) e Capitão Contar (32,82%), ambos do PL.
Renovação de dois terços O Senado renovou neste domingo 54 das 81 cadeiras, e 27 senadores com mandato até 2031 seguem na Casa, embora alguns disputem governos estaduais no segundo turno, como Omar Aziz, no Amazonas, Dorinha Seabra, no Tocantins, e Alan Rick, no Acre, e possam ser substituídos por suplentes. Com as 54 vagas definidas, 20 ficaram com o Partido Liberal, que sobe de 15 para 29 senadores e passa a ter, com folga, a maior bancada da Casa a partir de fevereiro de 2027.
Michelle Bolsonaro, no Distrito Federal, e Carlos Bolsonaro, em Santa Catarina, estão entre os eleitos da sigla. O PT chega a nove senadores, com a eleição de Samanda de Lula, no Rio Grande do Norte, seguido pelo Movimento Democrático Brasileiro, com oito, e pelo Progressistas e pelo Republicanos, com seis cada. Mesmo com o salto, o PL fica distante dos 41 votos que formam a maioria absoluta, necessária para aprovar indicações ao Supremo Tribunal Federal, e dos 49 exigidos para aprovar emendas à Constituição.
A bancada eleita será a interlocutora de quem vencer o segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro, a ser disputado entre Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL. Para Ciro Nogueira, Renan Calheiros, Randolfe Rodrigues, Weverton Rocha, Soraya Thronicke e Leila Barros, o mandato termina em janeiro de 2027 sem renovação.
