Homem foi encontrado em área de mata na zona rural de Muaná. Reprodução / PC PA A Polícia Civil (PC) e a Polícia Militar (PM) cumpriram, nesta quarta-feira (9), um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por graves agressões contra o próprio filho, de apenas oito anos, e contra a companheira, em Muaná, no arquipélago paraense do Marajó.
Segundo a investigação, no dia 20 de agosto, no sítio Bom Jardim, zona rural da cidade, o suspeito, que estava em liberdade condicional por estupro de vulnerável contra outra vítima, teria chegado à casa alcoolizado e, bastante irritado, agrediu a criança com tapas no rosto e com golpes de vassoura nas pernas e de fio elétrico na cabeça, nos braços e nas costas. Ao perceber as agressões contra o filho, a companheira interveio e também passou a ser agredida, inclusive com o mesmo fio elétrico.
De acordo com a polícia, ela foi atingida no rosto, no peito e nos membros superiores. A mulher precisou fugir para uma área de mata junto com os filhos. Segundo a investigação, o homem ainda tentou correr atrás deles, mas não conseguiu alcançar a mulher e as crianças.
Depois, ela buscou abrigo junto a familiares. Agora no g1 ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Os policiais que atenderam a ocorrência constataram que a criança apresentava escoriações em diferentes regiões do corpo. Depois das agressões, o suspeito fugiu e se escondeu em uma área de mata.
Durante as buscas iniciais, a polícia descobriu que ele rondava a casa de familiares onde a vítima tinha se abrigado, mas outras pessoas estariam informando ele sobre o trabalho de busca das equipes, o que dificultou a localização do homem. Por causa da gravidade do caso, do risco para as vítimas, da fuga e do histórico criminal, o delegado responsável pelo caso pediu a prisão preventiva. O Ministério Público do Pará (MPPA) concordou, e a Justiça autorizou.
Com a ordem judicial em mãos, as equipes intensificaram as buscas e, nesta quarta-feira (9), localizaram e prenderam o suspeito no mesmo Sítio Bom Jardim. Ele está à disposição da Justiça. De acordo com a PC, as vítimas tiveram medidas protetivas de urgência solicitadas à Justiça.
Elas receberam atendimento médico e foram encaminhadas para acompanhamento psicossocial. VÍDEOS com as principais notícias do Pará Acesse outras notícias do estado no g1 Pará.
