Chegada de uma frente fria trouxe chuva e derrubou as temperaturas na região de Campinas (SP), neste domingo (10) Fernando Evans/g1 A chuva deve continuar na região de Campinas (SP) até esta terça-feira (15), mas a previsão é de que o tempo comece a abrir a partir de quarta (16), quando devem voltar a ocorrer períodos de sol entre nuvens. A informação é do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp.

O início da mudança, porém, ocorre depois de uma sequência de dias de chuva intensa. Somente nos primeiros 10 dias de setembro, Campinas acumulou 152 milímetros, o maior volume para o mês em toda a série histórica do Cepagri, iniciada em 1991. O índice supera o antigo recorde, de 148 mm registrados em setembro de 2015.

👉 O acumulado em apenas 10 dias representa quase duas vezes e meia a média histórica de chuva para todo o mês de setembro, que é de 62 milímetros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Nesta segunda-feira (14), a região permanece sob influência de uma frente fria que atua sobre o estado de São Paulo. O dia começou com céu nublado e chuva fraca, mas novos períodos de chuva são esperados, principalmente durante a tarde e a noite.

A chuva desta segunda pode ser persistente e variar de moderada a forte. Por causa dos volumes registrados nos últimos dias, a ocorrência de novos temporais aumenta o risco de alagamentos, enxurradas, transbordamento de rios e deslizamentos de terra. A temperatura também permanece baixa.

A máxima prevista para Campinas é de 20°C, enquanto a mínima fica em torno de 15°C. LEIA TAMBÉM: Chuva causa alagamento em Sumaré, deixa desalojados em Monte Mor e derruba muros em Campinas Quando a chuva deve parar? De acordo com o Cepagri, a melhora começa a aparecer na quarta-feira (16).

Depois das chuvas previstas para esta terça, a tendência é de que a região tenha períodos de sol ao longo da quarta e também da quinta-feira. Isso não significa, porém, que o céu ficará completamente aberto. A previsão é de céu parcialmente nublado, com períodos de sol.

As temperaturas também começam a subir gradativamente: Segunda-feira (14): mínima de 15°C e máxima de 20°C Terça-feira (15): mínima de 15°C e máxima de 23°C Quarta-feira (16): mínima de 15°C e máxima de 24°C Quinta-feira (17): mínima de 15°C e máxima de 26°C O Cepagri aponta que a elevação das temperaturas deve ficar mais evidente a partir de quinta-feira. A previsão do final de semana ainda será divulgada pelos meteorologistas.

Forte chuva alaga centro de assistência social e causa goteiras em escolas da região Terça ainda tem risco de temporal Apesar de a temperatura subir um pouco na terça, o dia ainda será marcado pela instabilidade. A previsão indica chuva durante a madrugada, seguida por uma possível pausa durante a manhã. A partir da tarde, porém, voltam as condições para pancadas de chuva e eventuais temporais.

Os principais riscos são de chuva localmente forte e alta incidência de raios. O meteorologista Bruno Bainy explica que, diferentemente desta segunda-feira, quando a chuva tende a ocorrer de maneira mais generalizada pela região, a previsão para terça indica maior variação entre os municípios. "Nesses últimos dias, a gente tem tido chuvas generalizadas, ou seja, razoavelmente uniformes pela região.

Amanhã provavelmente a gente vai ter chuvas por toda a região mas, localmente , de forma mais forte e intensa, então a gente vai ter essa maior diferença de pontos assim aqui na região", explicou Bruno. Frio continua nas manhãs Mesmo com a melhora do tempo a partir de quarta, as manhãs ainda devem ser frias. O Cepagri prevê mínimas de 15°C entre quarta e quinta-feira.

Além disso, os ventos devem ficar moderados a fortes, com velocidades médias entre 25 km/h e 35 km/h e rajadas que podem chegar a 50 km/h. A combinação de vento e temperaturas mais baixas deve aumentar a sensação de frio, principalmente no começo da manhã e durante a noite. Também há possibilidade de formação de neblina durante as madrugadas, principalmente em áreas próximas a corpos d'água e grandes áreas de vegetação.

Segundo o Cepagri, o fenômeno deve se dissipar durante a manhã, mas pode exigir atenção de motoristas, especialmente em rodovias. Estragos na região Sumaré tem 100 casas atingidas e resgates de barco após temporal Reprodução/EPTV A sequência de chuvas fortes já provocou alagamentos, quedas de árvores e muros, erosões e elevação de rios em cidades da região de Campinas nos últimos dias. Em Sumaré, aproximadamente 100 casas foram afetadas pelos alagamentos.

Na Vila Diva, pelo menos sete pessoas precisaram ser socorridas de barco. O Rio Quilombo chegou a registrar 102 mm de chuva em 24 horas. Em Monte Mor, o Rio Capivari ficou 1,36 metro acima da cota de referência para transbordamento.

Seis famílias da Vila Farid Calil tiveram as casas atingidas, mas decidiram permanecer nos imóveis. Uma família ficou desalojada no bairro Chácaras Planalto. Em Campinas, a Defesa Civil registrou 10 ocorrências entre a noite de quinta-feira (10) e a manhã de sexta (11), incluindo quedas de árvores e galhos, alagamentos, quedas de muros e erosões.

Um veículo ficou preso em um ponto alagado e duas vias chegaram a ser totalmente bloqueadas por árvores de grande porte. Alagamento interdita alça do Trevo de Valinhos, no Anel Viário Magalhães Teixeira (SP-083) Guilherme Rodrigues Também houve ocorrência de alagamento em uma alça do Trevo de Valinhos, no Anel Viário Magalhães Teixeira, em Valinhos. Em Paulínia, foram registrados 78 mm de chuva entre a madrugada e a manhã de sexta-feira, além de um caso de fiação rompida na região central.

Com o solo encharcado após os elevados volumes acumulados, a previsão de novas chuvas nesta segunda e terça mantém o risco de novos alagamentos, quedas de árvores, erosões e transbordamentos. Orientações do Cepagri Mesmo que os volumes de chuva previstos para os próximos dias não sejam tão elevados quanto os registrados na semana passada, o Cepagri alerta que a vulnerabilidade da região aumentou por causa do solo já encharcado e dos transtornos provocados pelas chuvas recentes.

A orientação é evitar a exposição a situações de risco e seguir as recomendações da Defesa Civil, principalmente em áreas que já têm histórico de alagamentos, inundações, transbordamento de rios e córregos ou deslizamentos de terra. Para esta terça-feira (15), outro ponto de atenção é a possibilidade de raios durante as tempestades. Segundo o centro, o som de trovoadas deve ser encarado como um sinal de alerta para procurar abrigo.

A recomendação é permanecer dentro de veículos fechados ou de prédios bem estruturados até que a tempestade passe e o som dos trovões cesse. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.