Dois homens são mortos a tiros na Avenida Max Teixeira, em Manaus. Reprodução Dois homens foram mortos a tiros na madrugada deste domingo (13), na Avenida Max Teixeira, no bairro Colônia Santo Antônio, Zona Norte de Manaus. As vítimas foram identificadas como José Wilkson Cunha da Silva, de 34 anos, conhecido como "Big Loiro", e Geiderson Souza dos Passos, também de 34 anos.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Segundo a Polícia Militar, o carro onde estavam as vítimas colidiu contra um poste de energia elétrica dentro das dependências de um posto de combustíveis. Ao chegar ao local, os policiais encontraram os dois homens já sem vida no interior do veículo, com marcas de tiros na cabeça, no tórax e nas costas.
Testemunhas relataram à polícia que o carro estava estacionado no posto aparentemente aguardando alguém quando uma motocicleta preta, com dois ocupantes, se aproximou. O passageiro da moto teria emparelhado com o veículo e efetuado diversos disparos contra os ocupantes. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Ainda conforme os relatos, após os tiros, o motorista tentou deixar o local, mas perdeu o controle da direção e bateu de frente contra o poste.
Agora no g1 A perícia recolheu 14 estojos de munição calibre .40 na cena do crime. Após os procedimentos periciais, o veículo foi removido para a sede da DEHS. A Polícia Civil investiga a motivação do crime e busca identificar os autores dos disparos.
Condenação por esquema de roubos José Wilkson Cunha da Silva ficou conhecido por ter sido condenado pela Justiça por comandar, de dentro do sistema prisional, um esquema de roubos que tinha como alvo vítimas atraídas por anúncios em sites de compra e venda. Motoristas de aplicativo também eram usados nas ações criminosas e acabavam se tornando vítimas. Um dos casos mais conhecidos ocorreu em janeiro de 2018, quando um motorista de aplicativo foi rendido e colocado no porta-malas do próprio carro.
O veículo foi usado por criminosos para praticar assaltos em Manaus. Em dezembro de 2019, José Wilkson foi condenado a 6 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por roubo e corrupção de menores. Conforme a sentença, ele coordenava as ações criminosas por meio de um aparelho celular enquanto estava preso.
