Peixes mortos após seca no Bailique. Reprodução A seca que atinge o Amapá tem causado a morte de peixes e ameaça o sustento de milhares de famílias que dependem da pesca artesanal. Imagens divulgadas por moradores mostram o impacto da estiagem com rios secos e peixes acumulados em poças de água.
Em todo o estado, o governo decretou situação de emergência por 180 dias para buscar recursos federais e socorrer os trabalhadores afetados. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Agora no g1 Peixes mortos e rios secos No arquipélago do Bailique, na foz do Rio Amazonas, moradores registraram a mortandade de peixes após a secagem da água nos canais. Uma situação semelhante ocorre no município de Calçoene, no Norte do estado.
Em um córrego quase seco, dezenas de peixes aparecem aglomerados no pouco de água que restou. Impacto do El Niño no setor pesqueiro A Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepaq) monitora os impactos do fenômeno El Niño, que intensificou a estiagem na região e provocou a queda drástica no nível dos rios. De acordo com a Sepaq, o Amapá soma pelo menos 28 mil pescadores artesanais cadastrados, e o desabastecimento de pescado afeta diretamente a economia local.
"A situação do El Niño está bem complicada no Amapá porque todos os municípios, de alguma forma, foram afetados. Verificamos no relatório situacional que a condição ambiental está muito ruim", explicou o coordenador da Sepaq, Anderson Pantoja. Coordenador da Sepaq, Anderson Pantoja.
Rede Amazônica Além do Bailique e de Calçoene, cidades como Pracuúba e Tartarugalzinho também enfrentam os reflexos da seca nos mananciais. Decreto de emergência e auxílio financeiro Diante da gravidade da estiagem, o governo do Amapá oficializou o decreto de emergência em todo o território estadual. A medida é um passo fundamental para viabilizar verbas de socorro e assistência social aos trabalhadores atingidos.
A Casa Civil e a Defesa Civil do estado articulam junto ao Governo Federal, em Brasília, a liberação de um auxílio emergencial para as famílias de pescadores. "A primeira fase foi fazer o relatório situacional, onde se verificou a necessidade do decreto. Agora, a Casa Civil e a Defesa Civil atuam em Brasília para que consigamos trazer um benefício e auxílio emergencial para essas pessoas", destacou Pantoja.
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